“Yakissoba Delivery” vira mania entre moradores do Nordeste de Amaralina

Prato típico da culinária japonesa, o Yakissoba, caiu no gosto do brasileiro, em especial dos baianos e soteropolitanos. Sejam em restaurantes de pequeno ou grande porte, ou em improvisadas barracas, não é difícil encontrar a iguaria. Na região do Nordeste de Amaralina não é diferente. No Nordeste, Vale das Pedrinhas ou Santa Cruz é só querer para ter em mãos o cobiçado prato. Em tempos de pandemia, o yakissoba delivery virou uma grande alternativa para aqueles que estão desempregados ou que pretendem faturar uma grana extra.

Esse é o caso de Magno Soares, 25 anos, morador da Rua Professor Teles de Menezes, em Amaralina. O rapaz, que desde os 19 anos trabalha no restaurante de culinária chinesa, Tokai, aproveitou o período da pandemia e botou em prática o sonho de fazer o próprio negócio. A experiência adquirida durante as horas trabalhadas como auxiliar de cozinha credenciou Magno a se aventurar na empreitada.

“Eu entrei cru-cru, não sabia de nada. Até então, trabalhava no Iate Clube. Meu pai é cortador e trabalhou treze anos na empresa. Meu irmão também é sushiman. Mas na verdade, eu não sabia nada. Entrei e fui aprendendo. Eu sempre fui curioso. Logo que eu entrei, comecei a querer sempre a aprender mais. Prestava atenção em tudo. Sempre que podia eu perguntava e os cozinheiros me orientavam. Foi aí que aprendi a fazer tudo.  Com oito meses, eu já estava praticamente cozinhando. A gerente e coordenadora começaram a reparar minha dedicação e resolveram me promover”, explica Magno, que é casado e pai de dois filhos.

“Já vendia por alguns clientes, via Whats App. Com a pandemia do novo Coronavírus, muitos funcionários acabaram sendo afastados por tempo indeterminado. Eu resolvi então entrar com tudo. Abri minha empresa para ter minha renda. Apesar de estar recebendo não posso ficar em casa só gastando. Quem tem família sabe como é. Criei o Instagram e estou vendendo direitinho, já era um sonho, um projeto. Essa situação acabou sendo um incentivo”, acrescentou o empresário.

Perguntado pela reportagem sobre o segredo para se fazer um bom yakissoba, Magno despista, afinal o segredo é alma do negócio: “Verdadeiramente para se fazer um bom yakissoba você tem que acertar nos molhos, nos ingredientes… O material tem que ser de primeira para deixar o cliente satisfeito. Tem também o segredo na hora de cozinhar os legumes, cortar o frango a carne… O que os clientes gostam mesmo é de camarão. O nosso carro chefe é o mistão com camarão carne e frango.

Ideia parecida teve Marlene Anunciação, 57 anos, moradora da 3ª Travessa Ademário, mais conhecida como “Rocinha”, no Nordeste de Amaralina. Marlene trabalhava há muitos anos como empregada doméstica, mas por conta da pandemia acabou tendo que improvisar. Foi então que, assim como Magno, teve a ideia de pôr em prática um antigo sonho de trabalhar com comida. “O yakisoba surgiu pegando uma receita aqui, outra ali… O pessoal gostou e logo começou a comentar… Resolvemos vender nos finais de semana, através do serviço de entrega. Além do yakissoba, fazemos doces caseiros, pão de queijo… Aceitamos encomendas”, explica Marlene que durante a semana também fornece quentinhas.

“Enxergamos nesse momento de quarentena, apesar de tantas coisas ruins acontecendo, uma forma de olhar para o futuro com esperança. O intuito é que a gente consiga fidelizar clientes, principalmente pela região do Nordeste de Amaralina para que futuramente possamos viver somente disso”, acrescenta. O segredo para um bom yakissoba? Ela responde: “Está no toque caseiro e caprichar nos legumes que dão sabor.

O caso de Elane, 36 anos, residente na Avenida Margarida, também no Nordeste, é um pouco diferente. A jovem já comercializa seu yakissoba há dois anos próximo ao “Campo do Natureza”.

“Eu já vendia hot-dog e resolvi incrementar a renda. Aprendi a fazer o yakissoba com meu irmão lucas e dei uma inovada na receita”, explica. Entretanto, a pandemia vem atrapalhando os planos da comerciante, que diferente de Magno e Marlene, não disponibiliza o serviço de delivery.

” O cliente liga, faz o pedido e quando estar pronto eu aviso e eles mandam pegar “, explica.

“O movimento está péssimo. Antes eu vendia uns trinta yakissoba por dia e agora vendo na faixa de seis. É rezar para que isso passe logo”, diz Elane. Trabalhadora, a empresária ataca também em outras frentes, através do serviço de carreto e da venda de calcinhas.

Mais informações:

Yakissoba Soares: (71) 98453-3495

Yakissoba Marlene: (71) 99241 – 0191

Yakisoba da Elane : (71) 98829 – 4700

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Tiago Queiroz
Graduado em Comunicação/Jornalismo, e exerce as funções de Editor e Coordenador de Jornalismo do Portal NORDESTeuSOU