Um jovem, um sonho e um carrinho de mão: Conheça a história do garoto de 21 anos que sonha em dá uma vida melhor pra sua família.

Alex Santana de 21 anos faz carreto na feira do Nordeste.

Segundo o Estatuto da Juventude é assegurado aos jovens condições de viver em paz, com alimentos, saúde, a educação e segurança. Infelizmente essa é uma realidade totalmente diferente do que vivem muitas crianças e adolescentes Brasil a fora.

Quando se é negro, pobre e da periferia a realidade é ainda mais dura. Alguns estudos apontam que nos últimos 15 anos, uma boa parte dos jovens negros brasileiros trabalham desde cedo a fim de ajudar no sustento familiar, muitos são os fatores, mas um dos mais relevantes é a escassez de oportunidades. Situação essa que possivelmente ocorre na comunidade do Nordeste de Amaralina.

 Histórias das quais mostram o poder da garra, força e superação, que diante desse cenário difícil, pessoas encontram encorajamento na fé, no trabalho, na família e no suor diário, para enfrentar os obstáculos, e sonhando com uma vida melhor e mais igualitária. Um deles é do jovem Alex Santana de 21 anos, que em meio a um “corre” e outro com seu fiel escudeiro o carrinho de mão, batalha diariamente com sol forte ou chuva a fim de mudar de vida e proporcionar uma vida mais estável a sua família. “Faço minha correria na Feira desde pequeno. Quero conquistar minha independência”, descreve o garoto sonhador. 

O menino vive em uma casa humilde no Nordeste com poucos cômodos, com seu pai e mais quatros parentes. O pai do garoto é pintor, mas devido à falta de vagas no mercado de trabalho, passou a enfrentar dificuldades, sensibilizando o garoto que buscou uma alternativa de contribuir na mudança dessa realidade. Tento um emprego formal, mas pela falta de experiência, encontrou portas fechadas, porém, o Alex como milhares de brasileiros, não desistiu, e assim, eis que surge uma ideia: “Juntei uma grana com meu pai, e fui todo empolgado em uma loja, comprar um carrinho de mão. Realizei aquisição.  Carregava o carrinho e um sorriso estampado no rosto, pois nutria a certeza que era a forma que ajudar minha família e ser independente”, relembra.

Alex passou a  dividir sua jornada de trabalho na feira aos finais de semana, e durante a semana no Atacarejo e  supermercados. Questionado pela reportagem qual o sentimento por não estar apenas estudando e vivendo os deleites da fase como tantos outros da sua idade, o garoto foi categórico: “Jamais vou deixar de estudar, não é fácil, mas tudo se dar um jeito. Em relação ao trabalho, não tenho nenhuma vergonha, sou motivo de orgulho, e inspiração, é algo honesto, suado, e do bem. Vergonha é não ter o que comer na mesa. Consigo conciliar. Essa situação é apenas um degrau rumo ao meu sonho”, pontua. 

O garoto conta que junto a ele existem diversos outros carreteiros jovens que possuem histórias semelhantes. “Trabalhamos juntos. Temos nossa independência, e nos divertimos. Conhecemos pessoas, histórias, resenhamos, além de voltar para casa com um trocado”, finaliza.

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Luis Lago
Amante da Literatura, apaixonado pelas Letras. Discente de Letras Vernáculas e Língua Inglesa, poeta, escritor , blogueiro, professor e Repórter do site NES.