População do Nordeste de Amaralina se assusta com preços altos dos alimentos.

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Estamos vivendo dias tenebrosos, no momento em qual a população mais necessita, com o aumento do desemprego, auxilio reduzido, vidas e famílias ceifadas pelo covid-19 o preço dos alimentos tem aumentado de forma surreal.

 Nos últimos meses, os moradores do Nordeste de Amaralina têm percebido valores mais altos em itens básicos de alimentação nas prateleiras dos supermercados e nas feiras livres. Em entrevista realizada pelo NES, eles reclamam que os preços dos produtos estão bastante abusivos, nesse período de pandemia do coronavírus. 

A cozinheira Maria Maya, 63 anos, também sentiu a forte pressão do aumento nos preços e encontra dificuldades para manter seu restaurante na Santa Cruz. “Antes da pandemia, eu pagava o arroz, feijão e o óleo, com um preço razoável, mas hoje, tudo caro. O gás nem se fala. Difícil manter  o comercio com esse aumento de todos os lados e todos os dias”, reclama a cozinheira que faz supermercado no bairro da Santa Cruz.

No entorno, os preços mais altos também foram percebidos. Claudio Araújo, queixa-se: “Para comprar tenho que pesquisar em cada ponto do complexo, porém, está “russo”. De um tempo para cá aumentou tudo. Agora, compro um leite no Vale, feijão no Nordeste, e por ai vai… Tudo caro. Tenho que dá um jeitinho para não faltar o “rango dos guris”. Antes, nós comprávamos o arroz barato, sempre tido como o item mais econômico da cesta, mas hoje, vale ouro”, diz. 

Embora o aumento seja nítido, Leonardo Santos, 32 anos, tem recorrido à compra em estoque. “Eu não sei qual será nosso rumo, então, surgiu uma boa promoção já compro em grande demanda e armazeno”, comenta.

De acordo com o estudante Carlos Barbosa, o futuro é desafiador: “Pelas nossas referências históricas de pós-pandemia existe a possibilidade do  aumento da  extrema pobreza, e da falta de oportunidades de manutenção de uma qualidade de vida da sociedade. Isso é fruto desse  momento pandêmico. Mas precisamos ser confiantes e ter cautela, buscar sempre o equilíbrio e cobrar medidas dos nossos governantes. Necessitamos de ações contundentes e eficazes, principalmente aos mais pobres e vulneráveis. Tudo passa, e agora, não será diferente”, reflete o estudante da Universidade Federal da Bahia.   

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Luis Lago
Amante da Literatura, apaixonado pelas Letras. Discente de Letras Vernáculas e Língua Inglesa, poeta, escritor , blogueiro, professor e Repórter do site NES.