Os desafios dos professores, pais e alunos do Nordeste de Amaralina em tempo de pandemia.

A suspensão das atividades escolares presenciais, por causa da pandemia do novo coronavírus mudou a rotina das Instituições de Ensino, Pais, Alunos e Mestres. De uma hora para a outra, as aulas presencias precisaram ser substituídas para modalidade de ensino á distância (EAD) e os obstáculos dessa transição temporária são imensos.

Para os alunos em isolamento, o maior desafio é aprender a gerenciar o tempo dentro de casa e ter disciplina para estudar de forma ead. Tudo isso no contexto de estresse por estarem confinados nas residências, longe dos amigos e professores. “Não esta sendo fácil, sinto falta da interação, pois é essencial para o aprendizado. Estamos nessa conjuntura assustadora por conta da doença que acarreta uma serie de emoções”, desabafa a estudante Ariane Santos, 14, primeiro ano do ensino médio, escola Estadual Polivalente de Amaralina.

Para os professores, aprender a adaptar as tradicionais aulas presenciais para aulas virtuais não é nada fácil, ainda mais sem prévio treinamento pedagógico e tecnológico. Segundo seus relatos, a nova modalidade atribuiu novas funções, tais como: youtuber, câmera man, redator, digital influencie, editor de vídeos, apresentador e psicólogo, tudo isso a fim de se readequar ao novo perfil de licenciar na Pandemia.

De acordo Danielle Gonzaga, Pedagoga e Especialista em Educação Infantil, o momento é delicado e requer muita atenção: “Nossas atitudes e costumes foram alterados e a  educação escolar não teria como ficar de fora. Na rede municipal  de ensino de Salvador as aulas presenciais foram suspensas e alternativas  para minimizar os efeitos da pandemia estão sendo planejadas e testadas. Será que é possível realmente minimizar as perdas na educação por meio do contato á distância? Inicialmente os pais foram chamados às unidades escolares para receber cronograma de atividades a serem realizadas pelos alunos, alguns compareceram outros não o que demonstra fragilidade nesta solução. Como outra alternativa os professores  de todos os níveis de ensino foram convidados a  organizar vídeos aulas para explicar melhor os conteúdos, entretanto nem todos os alunos tem a sua disposição  a tecnologia necessária para  acessar as aulas, o mesmo acontece com as vídeo aulas direcionadas ao ensino fundamental II. A nova proposta da Secretária Municipal da Educação será as aulas em TV aberta , visto que a televisão faz parte da maioria dos lares.

Apesar de todo esforço empreendido pela SMED(Secretária Municipal da Educação)acredito que nossos alunos ainda não tenham maturidade para manter uma rotina de estudo sem a presença física do professor. As famílias muitas vezes são formadas por muitas crianças, os pais não conseguem acompanhar o ritmo de aprendizagem isso pode ser um fator desestimulante.

Aprendizagem não acontece sem trocas e nos modelos apresentados na rede municipal às trocas entre os pares efetivamente envolvidos no próximo não existe. As escolas particulares criaram ambientes de aprendizagem e tempo real usando os aplicativos zoom-google meet e outros rede onde os alunos conversam entre si e com a professora.

 Iremos ter uma defasagem enorme  este ano no que diz respeito a construção de efetivo conhecimento, o ano letivo deve se estender por janeiro mas isso não significa que todo conteúdo previsto para cada série  consiga ser passado

Enquanto, educadora com 28 anos de atividade na área, sinto calafrios ao pensar na sala de aula pós- pandemia. Apesar do Conselho Municipal de Educação  ter listado variáveis a serem observadas no retorno a escola, tudo vai ser muito novo, iremos recomeçar do ponto zero.  De volta literalmente aos bancos das escolas, iremos reaprender a ensinar”, discorre a profissional da área sobre o atual cenário de ensino.

Para Pamela Maria, 42, mãe de João Vitor,5, e, o Tiago,17,  acredita que o ano letivo vigente não será recuperado e destaca algumas dificuldades  enfrentadas com as aulas virtuais. “Virou um problemão. Nem sempre tenho condições financeiras de ter uma internet de qualidade. Muitas das vezes tenho que estar junto com eles, principalmente com o pequeno, essa modalidade deixa muitas lacunas no quesito conteúdo e aprendizado. Fora minha maior preocupação como mãe: o bem- estar dos meus filhos, é complicado  esse bombardeio de conteúdo virtual. A saúde mental é relevante, preciso ficar alerta, se torna uma rotina saturante. Não vejo como uma forma eficaz de aprendizado”, comenta a mãe dos estudantes da educação infantil e médio.    

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Luis Lago
Amante da Literatura, apaixonado pelas Letras. Discente de Letras Vernáculas e Língua Inglesa, poeta, escritor , blogueiro, professor e Repórter do site NES.