Obrigado, Cesinha!!!!

A morte de Antônio Cesar Pitta, o Cesinha, vestiu de luto a região do Nordeste de Amaralina, local onde residia. Figura alegre e querida por onde chegava, o técnico de enfermagem acabou vitimado pelo Coronavírus.

Sua passagem pegou de surpresa e causou grande comoção em todo bairro. Muitos foram os que se manifestaram, através de redes sociais, para lamentar a passagem do amigo.

Nascido e criado na região da Olaria, próximo a Igreja São José, Cesinha era uma figura bastante popular na região. Durante muitos anos foi proprietário de uma loucadora de vídeo games, a “Loucarão Games”, que logo virou point entre a garotada do bairro entre os anos 90 e 2000. “As pessoas não tem noção do quanto ele contribuiu para a formação de uma galera aí do bairro. Cesinha foi responsável por ajudar na educação de uma grande quantidade de jovens da minha geração e até de gerações posteriores à minha”, disse Reinaldo Régis, amigo de longa data da vítima.

“Morte, que morte? Sempre estará vivo, pois a morte se dá ao esquecimento e você Antônio César sempre estará vivo em meus pensamentos, guardo lembranças gostosas de nossas resenhas, nossos carnavais na corda do Chiclete com banana, as lavagens do Loucarão os cascudos nos meninos abusados, seu jeito “brabo” por fora mais um “anjo” por dentro, os campeonatos pelo São José, as emoções meu Deus, isso não morre. Você está vivo irmão, em meu coração. Um dia voltarei a te ouvir me chamando de “Miguelito”, desabafou André Prazeres, lembrando da paixão de Cesar pela banda Chiclete com Banana.

Não podemos deixar de falar também da sua paixão pelo futebol. Torcedor fanático do Bahia, Cesinha era figura conhecida nos babas na praia de Amaralina. Foi inclusive atleta e posteriormente presidente do time São José Futebol Clube.

As homenagens vieram também de fora da comunidade. Colegas de Cesinha, que trabalhava no Hospital Irmã Dulce como técnico de enfermagem, também se manifestaram. “Você foi um grande amigo, as vezes marrento, pirracento, mas era um doce de pessoa, aquele que se importava com o paciente, tinha sentimentos por eles, chorou por muitas vezes que quis expressar seu sentimento, não tinha vergonha disso por ser homem, um grande homem. As vezes espantava as pessoas que te cercavam, mas qdo elas te conheciam percebiam que aquilo era só uma estrutura, que vc era singelo, brincalhão, alegre, que chegava cantando mesmo qdo tava atrasado (saudade do abraço do beijo molhado que você me deu – Saudade de você de Filhos de Jorge) e que acompanhava as canções da oração ( principalmente quando a música era Ninguém Explica Deus). . . Meu companheiro de almoço, meu companheiro de bazar. . . Sempre dizia a mim e a Daniele Mesquita “enfermeira, enfermeira não deixe que pisem em você” . Não vai mais imitar Gicélia Julião com Fabiane, nem se fazer de bicha pras doadoras não ficarem com medo de você coletar elas, não vai mais ser o pai de Joaquim, nem tomar o suco todo, não vai ter mais ninguém que leve os óculos ou havaianas pra vender. Enfim, que Deus abençoe a vida de Camila, que ela saiba que teve um grande pai, tão querido por todos. Vá em paz guerreiro!!!”, escreveu Patrícia Nascimento.

Enganam-se aqueles que pessoas como Cesinha saem de cena. Sua alegria estará sempre presente nos quatro cantos do bairro expressada no rosto de cada um que teve a oportunidade de conviver com você. “Tem que morrer para germinar”, escreveu Gilberto Gil em certa canção. E assim será contigo, amigo. Obrigado, Cesinha!

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Tiago Queiroz
Graduado em Comunicação/Jornalismo, e exerce as funções de Editor e Coordenador de Jornalismo do Portal NORDESTeuSOU