Moradora do Nordeste diz ter sido vítima de racismo em Supermercado de Amaralina

A vítima, que preferiu não se identificar, passou por uma situação de extremo constrangimento no mercado Atacadão Atakarejo de Amaralina. Com exclusividade ao NES, ela deu detalhes sobre o ocorrido

“Eu fui ao Atakarejo aqui do bairro com minha mãe fazer compras normalmente, porém já na fila eu coloquei o meu celular dentro do meu vestido para as minhas mãos ficarem livres, porém um segurança se aproximou de mim e disse “Ou você devolve ou eu vou chamar o 190” no momento eu fiquei sem reação e em choque, e ele foi se afastando falando no rádio que iria chamar a polícia, eu peguei puxei o celular do vestido e falei “Tirar o que, isso aqui?” , quando ele viu que eu não tinha pego nada, ele sumiu, eu comecei a recapitular o que tinha acontecido e comecei a falar “Eu quero que ele agora venha e me diga o que foi que eu peguei aqui da loja” e algumas pessoas na fila começaram a mandar eu ir na gerência conversar e ao chegar lá, o gerente conversou com meu pai e disse que o segurança não se encontrava mas no local. ” — conta.

Extremamente abalada, ela conta como se sentiu após o ocorrido “Eu não acredito que isso aconteceu, toda hora eu choro e é uma coisa que vai ficar marcada. Nunca vou esquecer. É um lugar que eu sempre vou e agora coloquei em minha mente que não quero mais voltar lá.

O que mais me deixou triste e que ele me acusou de algo que eu não fiz, e eu passei por um constrangimento terrível, e o homem nem foi capaz de vim me pedir desculpa.”

Procurada pela nossa reportagem a assessoria de imprensa do Atakarejo informou que “irá averiguar a denúncia e que não tolera qualquer atitude discriminatória, prezando sempre pelo bom atendimento e respeito aos seus clientes”.

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Lais Lopes
Estudante de Jornalismo, ativista de todas as causas, amante da literatura, escritora e poetisa, cristã, lutando como uma garota e sempre em busca do conhecimento!