Hemoba realiza Dia D de cadastros de doadores de medula óssea neste sábado (19)

Foto: Divulgação

O terceiro sábado de setembro é o Dia Mundial do Doador de Medula Óssea e esse ano a Hemoba fará um Dia D na sede, na Vasco da Gama, em Salvador, com atendimento das 7h às 16h, por ordem de chegada. A ação acontece neste sábado (19) a fim de melhorar os cadastros no banco de doadores de medula na Bahia, que caiu 68% este ano.

De acordo com dados do Registro Nacional de Doadores de Medula Óssea (Redome), de janeiro a agosto de 2019, o hemocentro registrou 14.595 mil pessoas cadastradas como doadoras. Com a pandemia, o número caiu para 4.589 mil. O diretor geral da Hemoba, Fernando Araújo, explica essa queda no número de cadastros está ligada à ausência de novos doadores de sangue por conta da pandemia.  

“Ano passado ultrapassamos o teto de 20 mil cadastros até dezembro, que é o determinado pelo Ministério da Saúde. Mas desde o começo da pandemia, temos recebido mais doadores de sangue fidelizados, que, por consequência, também já são cadastrados como doadores de medula. Nossa esperança é captar novos doadores com o dia D”, diz.

O presidente do GACC Roberto Sá Menezes ressalta que a diminuição do número de cadastros de doadores representa, também, a redução da esperança das pessoas em tratamento do câncer. “É uma luta contra o tempo e, em muitos casos, representa a única esperança de cura dos nossos pacientes”.  

Alexandre Pimenta, servidor público e artista plástico, de 34 anos, fez seu cadastro em 2014 em um dos roteiros do Hemóvel sem esperar que entrassem em contato, já que a compatibilidade é rara – uma para cada 100 mil – e no início deste ano foi convocado para realizar a sua doação.   

Ele conta que um ano depois do seu cadastro seu pai faleceu de leucemia. “Eu acompanhei de perto uma pessoa que poderia precisar de um transplante, então eu estava muito mais sensível à questão. Foi uma experiência incrível. Talvez eu nunca conheça meu receptor, se ele não quiser, mas eu sempre digo que essas coisas só chegam para quem tem o coração aberto”, relata.  

Os doadores cadastrados têm sua amostra de sangue encaminhada para o Centro de Diagnóstico (CDG) do Grupo de Apoio à Criança com Câncer (GACC) e para o Hospital Universitário Professor Edgard Santos (HUPES) para tipagem de compatibilidade e aguardar até que um paciente com semelhança genética precise de transplante.  

No caso de Alexandre, a compatibilidade ocorreu com um paciente de 33 anos com leucemia, que vive em Natal, no Rio Grande do Norte. Após o contato do Redome, ele precisou atualizar seus exames e testar compatibilidade outra vez para certificação de semelhança. O transplante foi feito no dia 28 de janeiro, com os todos os custos pagos pelo Sistema Único de Saúde (SUS).   

Na Bahia

Mais de 189 mil pessoas são cadastradas no Registro Nacional de Doadores de Medula Óssea (Redome) e 794 baianos já receberam doação de medula desde 2009, quando foi publicada a portaria que regulamenta o cadastro junto ao Instituto Nacional de Câncer (Redome/INCA). Em Salvador, o procedimento é realizado no Hospital Universitário Professor Edgard Santos (HUPES) e no Hospital São Rafael, mas pessoas cadastradas na Bahia podem doar em qualquer estado brasileiro. 

Quem pode doar

Para ser um doador de medula óssea, é preciso ter entre 18 e 55 anos incompletos, ter boas condições de saúde, preencher um formulário com dados pessoais e realizar a coleta de uma amostra de 5 ml de sangue para testes de compatibilidade.  
Os dados pessoais e os resultados dos testes armazenados no sistema são cruzados com os dados dos pacientes que estão precisando do transplante. Em caso de compatibilidade, o doador é chamado para exames complementares e para efetivar a doação.

Serviço:

O quê: Dia D de cadastro de doadores de medula óssea.
Quando: Neste sábado, 19 de setembro, das 7h às 16h.
Onde: Na sede da Hemoba, na Vasco da Gama.

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Redação NES
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