Emocionada, mãe de “Cesinha” agradece homenagem: “Não há palavras”

A cerimônia de entrega da obra de requalificação da orla de Amaralina, realizada nesta sexta-feira (7) foi marcada por grande comoção. O técnico de enfermagem, Antônio Cesar Pitta, o Cesinha, falecido em abril, aos 48 anos, vítima do Coronavírus, teve seu nome eternizado na nova praça do bairro.

A ideia da homenagem surgiu através do jornalista e amigo da vítima, Washington Silva, que fez circular, através das redes sociais, uma abaixo assinado. O pleito logo ganhou força dentro do bairro e acabou sendo levado até os responsáveis pela obra.

Presente na cerimônia, a mãe de Antônio Cesar, Dona Maria Augusta não conseguiu conter a emoção e satisfação em ver o nome do seu filho eternizado no espaço onde tanto frequentava.

“A emoção é muito grande…Não há palavras por tudo isso que vocês estão fazendo por ele e para nós. Que essa força permaneça sempre em vocês para dar continuidade a tudo que ele fez. Que Deus abençõe e cubra a todos de graças e bençãos..”

Em meio às lágrimas Dona Augusta ainda cita uma celebre frase do cantor e poeta Gonzaguinha: Quando eu soltar a minha voz…Por favor, entenda… É apenas o meu jeito de viver.. O que é amar”.

Homenageado – Nascido e criado na região da Olaria, próximo a Igreja São José, Cesinha era uma figura bastante popular na região. Durante muitos anos foi proprietário de uma loucadora de vídeo games, a “Loucarão Games”, que logo virou point entre a garotada do bairro entre os anos 90 e 2000. Torcedor fanático do Bahia, Cesinha era figura conhecida nos babas na praia de Amaralina. Foi inclusive atleta e posteriormente presidente do time São José Futebol Clube. A vítima, que trabalhava como técnico de enfermagem no Hospital Irmã Dulce, acabou não resistindo à complicações da covid-19 e veio a óbito no dia 22 de abril.

COMPARTILHAR
Tiago Queiroz
Graduado em Comunicação/Jornalismo, e exerce as funções de Editor e Coordenador de Jornalismo do Portal NORDESTeuSOU