Em tempo de pandemia, bicicleta é alternativa ao transporte público

Diante da necessidade do distanciamento social entre as pessoa e num momento em que o uso do transporte público se tornou um problema nas grandes cidades, novas realidades impostas pela Covid-19, a bicicleta passa a ser uma opção a mais das pessoas como meio de locomoção, e não apenas para o lazer ou atividade física.

A possibilidade de substituir o transporte público coletivo pelo uso da bicicleta em tempos de pandemia é totalmente recomendada pela infectologista Adielma Nizarala. Segundo ela, os riscos de contaminação reduzem bastante por se tratar de um meio de transporte de uso individual.

“Não há dúvidas de que a bicicleta é um excelente meio de transporte, em especial nesse momento em que qualquer meio fechado representa um risco muito maior por ter aglomeração de pessoas e grande contato físico”, explica.

Adielma completa que, além de ser mais favorável para evitar o contágio do coronavírus, a prática possibilita grandes benefícios à saúde física e mental. “É uma atividade aeróbica, fortalece a musculatura e desenvolve o equilíbrio”, ressalta. Claro, os ciclistas devem estar atentos para o uso da máscara e dos equipamentos de segurança para evitar contaminação e acidentes.

Empréstimo – Uma ação que merece destaque é o sistema de compartilhamento de bicicletas do Bike Salvador. O patrocínio é do Itaú Unibanco e o gerenciamento dos equipamentos é feito pela Tembici. Atualmente, são 50 estações e 400 bicicletas, com 710 vagas disponíveis em todo sistema.

Na lista das novidades está a implantação do projeto Bike Comunidade em dez localidades distintas da capital baiana. A medida envolve a criação de espaços de referência para oficinas e atividades relacionadas ao meio de transporte e a disponibilização e manutenção de 20 bicicletas em cada um dos locais.

Ampliação da rede – Outra ação importante é a ampliação das vias reservadas a ciclistas em mais 35km até o fim deste ano. Com isso, a cidade terá 316,8km de ciclovias, ciclofaixas e ciclorrotas no total. Dos 281,8km atuais, 221,2 foram implantados pelo município desde 2013. 

Essa expansão da rede cicloviária vai envolver, por exemplo, novas ligações entre a Rua Oscar Pontes e a Avenida Jequitaia; a Via Regional e Avenida São Marcos; a Rua Carlos Gomes e a Estação da Lapa; a Rua Cônego Pereira e a Rua J. J. Seabra; e a Avenida Tamburugy a Patamares. Também será contemplada a Rua Marquês de Monte Santo, o Acesso Norte, o Vale do Canela, a Avenida Tancredo Neves e a Estação Mussurunga.

Haverá, ainda, a implantação de ciclofaixas provisórias, a exemplo da ligação entre a rótula de Paripe e o Terminal Avenida Almirante Tamandaré (1,2km), e daquela que unirá o Corredor da Vitória e a Praça Castro Alves (1,7km).

Serão implantados, ainda, mil paraciclos em bares, restaurantes e locais de comércio. Vinte entidades de catadores da cidade serão incentivados a realizar coleta seletiva de matéria-prima reciclável por meio de triciclos adaptados para carregar entre 150 e 200 quilos.

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Redação NES
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