Em iniciativa pioneira, EPBM incorpora novos métodos de ensino durante a pandemia

A pandemia do novo Coronavírus impôs à sociedade novas regras de costumes e comportamento. Nada passou incólume aos efeitos devastadores da doença. A máscara de proteção, por exemplo, virou item indispensável ao nosso dia à dia. Entretanto, foram as medidas de isolamento social que atingiram de forma mais brusca o nosso cotidiano. Como consequência dessa nova realidade, novas imposições e desafios foram trazidos nos mais diferentes segmentos do nosso dia à dia. Na educação não foi diferente.

Com aulas suspensas há quase três meses, as unidades escolares tiveram que se reinventar durante a pandemia. O próprio Ministério da Educação autorizou que escolas da educação básica e as instituições de ensino superior poderão distribuir a carga horária em um período diferente aos 200 dias letivos previstos em lei.  Por sua vez, a fim de dirimir os eventuais prejuízos causados pela suspensão das aulas presenciais, as escolas acabaram se valendo da tecnologia e investido em novas modalidades de aprendizado. Esse foi o caso da Escola Professor Bernardino Moreira, no Nordeste de Amaralina. A adoção de aulas online foi uma das saídas encontradas pela instituição, como relata a diretoria da unidade, a professora Analis Moreira:

“Diante dos decretos, seguimos as orientações dos gestores municipal e estadual em decidir pelo fechamento das escolas durante o período de combate ao Coronavírus. Na escola, hoje estamos desenvolvendo as nossas sequências didáticas por meio digital em aulas ao vivo, vídeo aula e atividades pelo aplicativo da escola e as plataformas digitais, e na Educação Infantil entregando aos familiares materiais didáticos impressos. Criamos um plano de ação para reorganizar todo calendário escolar, visando e garantindo a realização das atividades pedagógicas, para fins de atendimento dos objetivos de aprendizagens prevista no currículo da escola e evitar o retrocesso da aprendizagem, mantendo o vínculo com a escola e acompanhamento social. Investindo cada vez mais em atualizações das plataformas e aplicativo, equipamentos para home office.”

De acordo com o Analis, o processo de adaptação de pais, alunos e professores foi o principal desafio a ser transposto durante a implantação dessas novas ferramentas:

Nosso objetivo foi manter o mesmo padrão de qualidade, oferecer aos estudantes uma rotina de estudos e aos nossos professores todo apoio para lecionar de forma remota. Neste ambiente digital, iniciamos as nossas aulas ao vivo. Por sinal, fomos pioneiras no bairro e adjacências. No início houve uma adaptação não só dos professores e alunos, como também dos pais e (ou) responsáveis, ao exemplo da Educação Infantil, que é extremamente importante que estes se façam presentes junto com o aluno durante a aula. Mantendo o uso dessa metodologia e o contato direto e diário entre alunos e professores, estamos conseguindo dar continuidade ao ano letivo sem prejuízo na aplicação dos conteúdos. Já encontramos com 99% dos alunos inserido ao aplicativo da escola. Estamos garantindo que os professores transmitam o conhecimento esperado e que os alunos desenvolvam as tarefas solicitadas de forma remota e ao vivo”.

Desconfiança – “O novo sempre despertou perplexidade e resistência”, dizia Sigmund Freud. E como não poderia deixar de ser diferente, a “novidade” acabou gerando desconfiança entre os pais. De acordo com a diretora do Bernardino, muitos questionaram a eficácia do “novo” método de ensino e ameaçaram cancelar a matrícula do filho. A questão financeira também foi argumentada pelos responsáveis. A importância de se dar sequência ao processo pedagógico durante o período da pandemia é levantada por Analis : “Tudo isso precisa ser levado em conta se quisermos manter minimamente o atendimento a uma geração de brasileiros que tem no ensino a sua maior esperança de dias melhores. É preciso que todos reflitam que o ensino é remoto é uma realidade em todo o mundo. Quem estiver com dúvidas em questão ao ensino, processo financeiro e algo mais, procure a Instituição. Hoje o diálogo é fundamental! Família & Escola. Lembrem-se que no outro lado, há uma Instituição Escolar, que os seus filhos estão inseridos, uma Instituição séria, respeitada e nomeada há 52 anos pela sua qualidade de ensino.  A melhor e a maior recomendação, no momento, são o diálogo”.

A pedagoga Aimara Aguiar comemora os esforços feitos pelas instituições de ensino, em especial a Bernardino Moreira, no sentido de evitar eventuais prejuízos causados pela suspensão das aulas presenciais.  “As escolas foram fechadas para impedir a propagação do vírus e isso deu lugar às salas de aula on-line, um conceito muito novo. É louvável a facilidade que a nossa instituição de ensino se mudou para salas de aula remota. Estamos investindo em recursos instrucionais, programas de aprimoramento e apoio aos alunos para que a família se envolva no aprendizado em casa. Nossos alunos precisam e merecem uma rica e profunda programação e oportunidades de aprendizado remoto à medida que avançamos no ano letivo, e continuaremos a fornecê-los. Juntos, família x escola, traçaremos esse caminho adiante, e não tenho dúvidas de que, eventualmente, olharemos para trás e diremos que esta foi a nossa melhor maneira de ensinar: quando enfrentamos esse grande desafio e o vencemos, em unidade, com força e comprometimento comuns”, justificou a educadora.

Mãe de uma aluna do Jardim II, a também professora Gleyde Conceição corrobora com o posicionamento da escola. Apesar de pontuar a relevância da questão financeira, a educadora pontua a importância das atividades virtuais e reforça a eficácia das novas ferramentas:

“Diante do quadro de pandemia que nos encontramos, muitos pais estão tendo uma certa dificuldade de assumir seus compromissos, principalmente em relação a escola. Eu, por exemplo, tive um corte absurdo no salário. Está muito difícil mesmo para todos. Porém, acho precipitado alguns pais querer tirar o filho da escola neste momento por achar que as aulas virtuais não estão adiantando nada, ao contrário, estão enganados, eles aprendem sim. Nossos pequenos são muito inteligentes, agora cabe a nós pais, sentar e reforçar o que é dado na aula virtual, o que não é muito difícil para quem já tinha o costume de acompanhar as tarefinha de casa”.

“Tenho uma pequena de 5 anos, no jardim 2, observo a evolução dela durante e após as aulas no dia a dia, e digo que tem surtido efeito sim”.

É claro, que nada se compara as aulas presenciais, mas vamos agradecer, por eles não estarem ociosos e sem disciplina de estudo, e mais ainda, agradecer ao empenho da escola em estar superando as dificuldade para estar junto com a família nesta fase tão difícil em que o mundo se encontra”, complementa Gleyde.

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Tiago Queiroz
Graduado em Comunicação/Jornalismo, e exerce as funções de Editor e Coordenador de Jornalismo do Portal NORDESTeuSOU