Coronavírus: pesquisa da UFBA prevê Santa Cruz como um dos bairros com maior velocidade de contágio

Um estudo realizado pelo grupo GeoCombate COVID-19 BA, coordenado pela Universidade Federal da Bahia (Ufba), apontou a Santa Cruz e outros sete bairros populares de Salvador como áreas com maior risco de contágio do novo Coronavírus. Os outros bairros que estão classificados como o grupo de maior risco de contaminação são: Tororó, Vila Canária, Pirajá, Nova Constituinte, Santa Luzia, Boa Vista de São Caetano e Sussuarana. No relatório foi divulgada uma nota técnica como uma projeção das localidades soteropolitanas com previsão de rapidez da proliferação do vírus causador da pandemia.


O ranking das localidades foi concebido através do cruzamento de dados de cada bairro e levam também em consideração a rigidez de viagens pelo transporte urbano de origem e destino; o grau do Índice de Desenvolvimento Urbano (IDH); o índice de Vulnerabilidade Social; de Densidade de Ocupação Familiar e do déficit de Saneamento Básico (abastecimento de água e esgotamento sanitário). De acordo com o estudo, o trânsito entre os moradores de bairros mais pobres nas áreas consideradas de classe alta, motivado principalmente pelo trabalho, é um facilitador da contaminação.


O estudo remonta uma análise espacial da cidade vinculada com as questões sociais e de Saúde. Não há análise de casos de mortalidade, mas somente contaminação. Foi levado em consideração o cruzamento de fatores sociais e dados do município junto às confirmações de Covid-19 emitidas pelos órgãos oficiais.


MIGRAÇÃO – Como mencionado, apesar dos bairros de classe alta liderarem, atualmente, o ranking de casos em Salvador, onde também existem concentração de integrantes do grupo de risco (mais idosos), o deslocamento da população entre localidades é o maior facilitador da disseminação.

A pesquisa ressalta também a importância de aprofundamento de três medidas: testar, isolar e rastrear novos casos, conforme as orientações dadas pelo Ministério da Saúde e a Organização Mundial de Saúde (OMS).
“É importante refletir sobre a necessidade de ações prioritárias nestes locais por parte do poder público. Como orientação da OMS, os Indicadores de Risco aqui apresentados podem direcionar a escolha de locais de aplicação de testes diagnósticos, monitoramento dos casos e o subsequente isolamento dos indivíduos fora de suas residências nos casos em que a alta densidade domiciliar inviabiliza a quarentena doméstica”, sugere o texto dos pesquisadores.


SAIBA MAIS SOBRE O GRUPO – A equipe GeoCombate Covid-19 BA é formada por pesquisadores que atuam em diferentes instituições.
No site do grupo, a proposta da equipe é apresentada como forma de “apoiar os gestores, sociedade civil e pesquisadores contribuindo com estudos e investigações que estão sendo conduzidas por diferentes equipes”.
O estudo é coordenado por professores pesquisadores da Ufba e composto também por profissionais autônomos ou ligados a órgãos executivos do poder público municipal, estadual e federal.

São profissionais da área de Geografia, Engenharia de Agrimensura e Cartográfica, Arquitetura e Urbanismo, Engenharia de Transportes, Ciência de Dados, Saúde Pública, Geologia e Economia, com ênfase em análise espacial.

As informações são do BNews.

Clique aqui e acesse o estudo completo 

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Redação NES
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