Comerciante questiona prefeito ACM Neto: “Porque essa perseguição aos peixes pequenos?”

“Queremos trabalhar”, essa foi a palavra de ordem entre as dezenas de comerciantes que se reuniram, na manhã desta sexta-feira (14), na avenida principal da localidade. A pauta da reinvindicação foi mais uma prorrogação das medidas restritivas no bairro, que já duram seis semanas. Com as medidas devem permanecer fechados comércio formal e informal, independentemente do tamanho da área. São autorizados apenas atividades essenciais, como supermercados, padarias, delicatessens, farmácias, açougues, serviços de saúde e estabelecimentos que usem sistema delivery.

“Prejuízo total, amigo. Estamos sem puder trabalhar direito, pois eles querem que a gente trabalhe de portas fechadas. Como vamos trabalhar de portas fechadas se o motoboy cobra dez reais para levar a encomenda e o pastel custa quatro reais? Nós é que ficamos no prejuízo. Já são seis semanas, ACM Neto…”, disse um comerciante que é proprietário de uma pastelaria na região.

Bastante revoltado, um outro representante do comércio do bairro fez um questionamento direto ao prefeito ACM Neto (DEM). “Perdemos 90% do nosso rendimento…Gostaria de fazer uma pergunta ao prefeito: Porque essa perseguição aos peixes pequenos? Por que essa perseguição ao Nordeste? Restrição, tudo bem, mas não penalizando aqueles que não temo culpa de nada. Os grandes, como você pode ver, estão tudo aí aberto. E a gente, que é o pequenininho, é que tem que pagar por isso? Já deu! Está todo mundo aqui no prejuízo”.

Ainda segundo o rapaz, a prefeitura não vem cumprindo o acordo de amparo os comerciantes: “Não recebi cesta básica nenhuma da Prefeitura. Fecha o comércio, mas o comerciante não tem nenhum apoio. A única coisa que tivemos foi restrição”.

Dona de uma loja de roupas, Kelly afirma “não  estar conseguindo mais sobreviver dessa forma”:

“A situação está caótica. Estamos sem puder, trabalhar, sem puder pagar nossas contas…As lojas estão sendo fechadas, muitos lojistas aqui do Nordeste já entregaram o ponto. Os casos não param de aumentar e isso prova que essa medida não tem dado certo. A solução que ele tem que tomar é outra, precisa rever essas ações. Não aguentamos mais!”.

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Tiago Queiroz
Graduado em Comunicação/Jornalismo, e exerce as funções de Editor e Coordenador de Jornalismo do Portal NORDESTeuSOU