Após receber alta do Covid-19, morador do Nordeste de Amaralina relata recusa de atendimento em unidade de saúde

A agonia do auxiliar de higienização, Kleber de Souza Borges, 28 anos, funcionário do Hospital Ana Nery, começou no dia 23 de maio, quando deu entrada na UPA de Pernambués sentindo dor de cabeça, febre e calafrios. Submetido ao exame, testou positivo para o novo coronavírus.

Casado e pai de uma menina, Kleber foi internado para tratamento no abrigo de campanha, situado no bairro de Itapuã. “Lá permaneci por dez dias afastados dos meus familiares e do meu trabalho. Recebi alta no dia 9 de junho”.

E é justamente a alta que é alvo do questionamento de Kleber que afirma “não estar se sentindo bem”. De acordo com ele, ao retornar ao trabalho e voltar a acusar alguns dos sintomas, foi orientado por sua chefe a voltar à unidade onde fora tratado.

“Estou ofegando, com falta de ar…Me encontro desassistido. Isso é injustiça com um profissional da área da saúde. O médico esta negando atendimento a todos os pacientes. Se não quer atender, fecha as portas.  Isso é uma injustiça”, relata.

“Os pacientes chegam aqui e os médicos dizem que é dengue ou chingungya. Não fazem exame… Foi assim que fizeram comigo. No começo disseram que eu estava com chingungya. Se eu não apelasse e dissesse que eu trabalho no Ana Nery e tenho contato com pacientes contaminados pelo coronavírus, eles não realizariam o exame”, denuncia Kleber, que é morador do Vale das Pedrinhas.

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Tiago Queiroz
Graduado em Comunicação/Jornalismo, e exerce as funções de Editor e Coordenador de Jornalismo do Portal NORDESTeuSOU