[ALERTA] Conheça os três vilões que têm ameaçado a saúde dos moradores do Nordeste de Amaralina.

Casos de chikungunya, dengue e zika tem números expressivos na comunidade.

Além da constante preocupação com a contaminação por coronavírus que já acarretou em dois óbitos no Nordeste de Amaralina, a população também vem sofrendo com o  número crescente de casos de dengue, chikungunya, e zika nos quatros cantos no complexo.

Segundo dados da Secretaria Estadual de Saúde (SESAB), só nas primeiras semanas do ano foram diagnosticado 2.292 mil casos dessas doenças. A falta de um trabalho de prevenção é um dos fatores apontados como principal causa desse grande contingente de pacientes de dengue, chikungunya, e zika.

Santa Cruz

Os moradores da Terceira Travessa União estão vivendo dias de preocupações como bem descreve Maria Aparecida, de 46 anos, e mãe de dois filhos pequenos.‘’As pessoas esqueceram dos velhos problemas, não podemos nos descuidar. Estou preocupada com os focos de mosquitos de dengue. Ficamos atentos a residências abandonadas, grande amiga para o Aedes Aegypti. Vivemos esse impasse temos um imóvel vizinho abandonado há anos, mas o proprietário reside no bairro. Ele já foi informado da situação, mas até o momento nada foi feito. Diante do impasse os vizinhos estão apreensivos porque na rua moram idosos e crianças, e ninguém consegue solucionar o problema’, desabafa.

 De acordo com Alef Carvalho, 26 anos, tanto ele e quanto sua mãe uma senhora idosa tiveram dias difíceis após ser submetidos a exames e ser diagnosticado com chikungunya. ‘Isso é um crime coletivo. Um atentado. Precisamos cuidar do bem coletivo, dos nossos espaços para o bem viver. Passei por três dias de puro perrengue dores nas articulações, e muita febre. Até minha mãe já idosa passou por apuros, ainda mais intensos que os meus. Precisamos sensibilizar as pessoas e combater diariamente a dengue, ainda mais nesse período chuvoso’’, ressalta o atleta da Rua 11 de Novembro que relata ser o decimo segundo ter pegado a doença na sua rua.

Areal

Segundo relatos da moradora Janaina Santos da rua Santo Antônio foram mais de vinte pessoas infectadas nas ruas José Rocha e Policarpo, muitas deles foram levadas para o pronto atendimento. “Parece que foi uma febre contagiante. As pessoas apresentavam sintomas como dores de cabeça, febre, e dores distribuídas pelo corpo”, descreve Janaina que atribui o ocorrido aos imóveis abandonados na região.  A mesma ainda condena a atuação da prefeitura: “Cadê a fiscalização? Precisamos com urgência. As doenças não param. Estamos em terras esquecidas? Merecemos respeito”. 

Os moradores de Salvador que quiserem denunciar possíveis focos do mosquito Aedes Aegypti, terão que se comunicar com a Prefeitura de Salvador através do número de telefone 3266-2188. O serviço funciona de segunda a sexta-feira, sempre das 8h ás 17 horas.

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Luis Lago
Amante da Literatura, apaixonado pelas Letras. Discente de Letras Vernáculas e Língua Inglesa, poeta, escritor , blogueiro, professor e Repórter do site NES.