ACM Neto: ‘Sistema de saúde de Salvador pode entrar em colapso após 24 de maio’

Salvador tem hoje 48% dos leitos clínicos e 61% dos de UTI dedicados a tratar pacientes com a covid-19 já preenchidos

A patient under respiratory assistance is escorted to the Strasbourg University Hospital by members of the medical staff of the SAMU-SMUR emergency services who wear protective suits and facemasks, in Strasbourg, on March 16, 2020 during a COVID-19 outbreak hitting Europe. - French president will speak on television at 8:00 (Paris time) on March 16, 2020 to announce new measures to fight the growing coronavirus epidemic, said the Elysee. The balance sheet of the epidemic climbed to 127 dead and 5,423 confirmed cases in France. (Photo by Patrick HERTZOG / AFP)

Por Bahia.BA

Em meio a um quadro preocupante de ocupação dos leitos hospitalares na capital baiana, o prefeito ACM Neto afirmou nesta sexta-feira (15), em coletiva de imprensa virtual, que mesmo com os esforços acertados da Prefeitura de Salvador, como as medidas de restrição de circulação de pessoas e de veículos em localidades específicas da cidade, um cenário de colapso no sistema de saúde [público e privado] não está descartado se não forem reduzidas as taxas de propagação do coronavírus. Salvador tem hoje 48% dos leitos clínicos e 61% dos de UTI dedicados a tratar pacientes com a covid-19 já preenchidos.

“Graças às medidas de isolamento ganhamos uma semana até uma situação de escassez total de leitos. Estudos da Fiocruz (Fundação Oswaldo Cruz) previam o colapso na saúde pública de Salvador dia 14 de maio, nos casos dos leitos clínicos para pacientes com a covid-19, e dia 20, para as UTIs. Mas, graças à ampliação do suporte em saúde e às medidas de isolamento social, conseguimos derrubar a taxa de transmissão e o colapso não aconteceu. Até o dia 24, posso dizer que não há risco de saturação. A partir daí pode haver mais pacientes do que leitos”, pontuou o prefeito.

Prorrogação ou ampliação das medidas restritivas 

Em resposta a questionamento do bahia.ba sobrea possibilidade de prorrogação ou ampliação dos decretos com medidas restritivas na cidade, como nos bairros da Pituba, Plataforma, Boca do Rio e parte do Centro, Acm Neto disse que na segunda-feira (18) fará um balanço em relação aos decretos, para logo depois anunciar o encerramento da ação em determinado bairro e a inclusão de outra região da cidade. Cajazeiras é uma das regiões observadas de perto pela Prefeitura.

“Consideramos que a operação nos primeiros bairros abordados foi exitosa.  Estamos observando a região de Cajazeiras, principalmente aquela área mais intensa da Rótula da Feirinha, em Cajazeiras X. Pode ter alguma medida, mas não quero antecipar. Pois não é só essa localidade. Temos Brotas, Pernambués, São Marcos, Pau da Lima, São Cristóvão, Lima e Silva, na Liberdade, Paripe e Periperi. Estamos cruzando os dados e onde houver maior risco de contaminação vamos anunciar as medidas”, ressaltou Neto.

Ainda de acordo com o gestor, a análise para a inclusão de uma localidade não é simplesmente pela quantidade de pessoas circulando nas ruas. “Fazemos o cruzamento de várias informações, como o número de pessoas, de veículos, de novos casos, de óbitos, das interdições nos estabelecimentos que não estão cumprindo os decretos municipais. Uma série de dados entram na análise. Se fosse o objetivo suspender inteiramente a circulação de pessoas na cidade, não estaríamos adotando as medidas setoriais, aí era o caso de adotar o lockdown. Esse não é o protocolo no momento. E se um dia vier a ser, não será uma decisão apenas da Prefeitura, mas juntamente com o Governo do Estado , que tem a competência de decretar o fechamento completo”, concluiu.

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Redação NES
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