Valeu Nordeste de Amaralina até 2019

Foi “O” carnaval. Da violência zero, da criatividade, da brincadeira e da felicidade, fazendo valer os princípios da palavra carnaval.

“Mas tudo carnaval tem seu fim…”, poetizou o “Los Hermanos”, numa não tão velha canção no final dos anos 90. “Feliz ano novo”, diz uma outra frase, que parafraseia o velho ditado que diz que “o ano somente começa após o carnaval”. Após sete dias de festa, o circuito Mestre Bimba respira ares de ressaca e de missão cumprida, como bem ilustra o Chiclete com Banana, na voz de Bell Marques: “Valeu, foi bom, adeus”.

Foram quase 100 horas de transmissão, uma equipe comprometida com a verdade e vontade de trazer para a comunidade tudo o que se passava na folia do bairro. O sentimento é de missão cumprida. À nossa equipe, saravá. Os números apontados pelo site e pela nossas redes sociais testemunham a cumplicidade entre a a comunidade e o Nordesteusou. Ambulantes, que afim de levar o pão para dentro de casa, se apertavam diante da corda opressiva e vendiam suas mercadorias. Meu tio, você que inovou vendendo seu tira-gosto de lambari e filé de tilapia, é essa a pegada: criatividade.

Não podemos deixar de falar daqueles que ornamentaram a faixada de casa, improvisavam e transformavam suas residências em pontos de vendas e camarote. Muito bom! Cordeiros, que trabalho! Galera se divertindo e vocês garantindo o conforto dos foliões e a segurança do bloco, mesmo que segurando a opressora “corda” reforçando o “apartheid” no Nordeste tão negro como a Africa de Nelson Mandela. A prefeitura, através da Saltur: banheiros químicos, ordenamento do transito, posto de saúde e andamento do circuito, críticas à parte, valeu! Prepostos da Saltur, aquele abraço. Meu Deus, como agradecer a Gilvâ Bispo e a galera da Associação Circuito Mestre Bimba? Sangue na veia e amor pelo bairro. Governo do Estado e Bahiatursa, sem vocês não tem carnaval. Polícia Militar… Netgool, que mantêm o complexo CONECTADO. Tony e o “Açai Pra Quê?”, delicia.

Aos blocos, amigos e parceiros: “Você Bebeu! ”, a tradição dos velhos carnavais. “Os Toalhas”, dispensa comentários. “Os Piratas”, muito bom. “QG do Pagode” e “Na batida perfeita”… Afoxé Bamboxé e Almir Odun Ará: “Quando eu passar, eu vou te comer…”. Esse também foi o carnaval de Gueu Braga, representante do pagode raiz, voz e força do Nordeste. Sandoval Melodia, resistência e expoente do samba-reggae. Xexéu e Bebeto Cerqueira, irmãos de sangue e de luta pela cultura do bairro. Eudes Oliveira e Candinho, nosso muito obrigado. Aos compositores do bairro Jocelly, Silvio de Almeida, Jamoliva, Fábio Nollasco, Vovô do Muzeza, dentre outros que mesmo que outorgados no “playlist” das bandas, são ferro e fogo do Nordeste, nossa benção. Nossa reverência também à galera do pagodão, que no ritmo dos paredões deu o seu recado, obrigado.

Foi “O” carnaval. Da violência zero, da criatividade, da brincadeira e da felicidade, fazendo valer os princípios da palavra carnaval. Saulo e Jefferson, “os cabeças”. Aline e Pedro, irreverencia e competência. Rodrigo Coelho, nosso causídico.  Mara Rubia, Nuse e as redes sociais. Matheus e Felipe, valeu o apoio. Denny, Luis, Robert e eu (Tiago) tentamos transformar em palavras tudo que os nossos olhos testemunharam. Enfim, valeu Nordeste. Até 2019.

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