Rock in Rio anuncia Espaço Favela para edição de 2019

Festival terá palco para os talentos da arte e culinária das comunidades cariocas

Foto: Divulgação

Agência O Globo 

A memória do tiroteio que acontecia na Rocinha, em setembro passado, no mesmo momento em que 120 mil pessoas se deslocavam em busca de som e paz no Rock in Rio inspirou o empresário Roberto Medina na criação de um palco para a próxima edição carioca de seu festival, que acontecerá entre os dias 4 e 13 de outubro de 2019. Na tarde de quarta-feira, em entrevista coletiva na Barra da Tijuca, ele deu os primeiros detalhes sobre o Espaço Favela — a primeira novidade a ser anunciada para o próximo Rock in Rio na cidade.

Com numa cenografia “grandiosa, lúdica e bem colorida”, conforme definido no press release do evento, o palco recriará o ambiente de uma favela e receberá, além de talentos da música, dança e teatro das comunidades, algumas atrações culinárias dos seus botequins.

— É o início de um grande movimento para resgatar a autoestima do carioca, uma forma de debater o que o poder público pode fazer pelas favelas — disse Medina, o presidente do Rock in Rio. — Não é a solução, é apenas um primeiro passo.

Desviando-se das possíveis acusações de apropriação cultural, o empresário apresentou os seus parceiros na empreitada: o Sebrae, o Viva Rio, a Central Única das Favelas e o grupo de teatro Nós do Morro, do Vidigal.

— Nós temos que pensar em inclusão social, não podemos continuar vivendo no apartheid entre morro e asfalto. E o denominador comum é a economia criativa — apregoou Guilherme Afif Domingos, presidente do Sebrae Nacional, que cuidará da seleção e do treinamento dos botequins participarão do Espaço Favela.

Curador artístico do novo espaço, Zé Ricardo (que também dirige o palco Sunset do Rock in Rio), anunciou que o palco sediará espetáculos montados por Guti Fraga, do Nós no Morro, em todos os dias do Rock in Rio. E garantiu que a escolha das atrações, nas favelas, nada terá de assistencialista.

— A gente está indo lá é para contratar grandes artistas — disse ele, que começa em breve uma série de visitas a comunidades da cidade, a serem documentadas em vídeo. — E queremos acabar com os estereótipos da favela. Lá você também pode encontrar orquestra, banda de rock e de MPB e bailarina clássica.

Já Roberto Medina prometeu para setembro ou outubro uma nova coletiva, com show, para dar mais detalhes sobre o Espaço Favela:

— Quase todos na favela são do bem e eles estão sofrendo bem mais do que nós.

 

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Redação NES
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