“Resistência” marca a 45º edição do “Presente de Amaralina”.

Nordeste de Amaralina é resistência. Odoyá, minha mãe.

Muita fé e alegria marcaram a 45ª edição do presente de Amaralina no último domingo (13). O balaio, como era previsto, partiu da Olaria. Pescadores, representantes do povo de santo da região, além de simpatizantes e curiosos se juntaram ao cortejo rumo à praia. Manter viva a tradição e reverenciar a rainha das águas eram os objetivos Resistência era a palavra chave os que lá estavam, apesar da falta de apoio do poder público.

Na praia um xirê, roda ou dança utilizada para evocação dos orixás, dava início ao momento sagrado da festa. O afoxé Bamboxê deu o ritmo. Se faltou apoio e sobrou descaso do governo e prefeitura, não faltou fé e reverência à rainha das águas. O presidente do Afoxé Bamboxê, Romário Kaoxê, destacou a fraca adesão da comunidade de santo, mas comemorou e realização de mais uma edição do presente: “Senti a falta de muita gente. Faltou uma participação maior da comunidade. A partir do momento que todos abraçarem essa inciativa e entenderem que esse presente é nosso, tenho certeza que o presente vai crescer e acaba ganhando todo mundo. Vamos procurar dialogar ainda mais com os capoeiristas, com as baianas e os pescadores para que no próximo ano a gente possa fazer ainda melhor.  Quero agradecer a todos e todas que contribuíram para a realização do presente da nossa rainha do mar. Mais uma vez a tradição foi feita na  resistência. Adupé a todos e todas”

Nordeste de Amaralina é resistência. Odoyá, minha mãe.

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Tiago Queiroz
Graduado em Comunicação/Jornalismo, e exerce as funções de Editor e Coordenador de Jornalismo do Portal NORDESTeuSOU