Prefeitura diz que proibição de som na área externa da Festa de Iemanjá acontece há dois anos

Mensagem que circula nas redes sociais, afirma que a decisão havia sido tomada na última semana

Na última semana, a internet foi tomada por críticas de soteropolitanos à Prefeitura de Salvador, pela decisão em proibir manifestações sonoras na área externa das redondezas de onde acontece a Festa de Iemanjá, em 2 de fevereiro. Segundo a Secretaria de Comunicação (SECOM), contudo, a proibição já acontece há dois anos.

“Ficou definido, por exemplo, que não será permitido o uso de som na área externa ou voltado para a rua dos estabelecimentos comerciais localizados no perímetro da festa. O objetivo dessa medida é evitar situações que já ocorreram no passado, a exemplo de bares que colocaram alto-falantes e cadeiras nas ruas do Rio Vermelho durante a Festa de Iemanjá, impedindo a livre circulação das pessoas e dos grupos culturais”, diz.

Ainda conforme a SECOM, eventos podem ser realizados nos interiores de estabelecimentos comerciais, contanto que o som não seja voltado para rua, em área pública e até as 22h. Para esses eventos, no entanto, os comércios devem solicitar uma licença junto à Secretaria Municipal de Ordem Pública (Semop), buscada presencialmente na sede da Subcoordenação de Combate à Poluição Sonora.

Uma mensagem que circula nas redes sociais, afirma que a decisão havia sido tomada na última semana, durante uma reunião com a Prefeitura. Conforme a SECOM, como a decisão é antiga, ela não foi discutida em um novo encontro. “A reunião realizada na sede da Prefeitura-Bairro do Rio Vermelho, envolvendo diversos órgãos públicos municipais, Polícia Militar, Corpo de Bombeiros, Associação dos Moradores e Amigos do Rio Vermelho (AMARV) e a Federação Baiana de Hospedagem e Alimentação (Febha) tratou apenas do ordenamento e regulamentação de eventos em locais privados”, garante.

A decisão da Prefeitura também foi criticada pela vereadora de Salvador, Marta Rodrigues (PT). Segundo ela, a decisão do prefeito ACM Neto (DEM) é “autoritária” e seria uma tentativa de “privatizar e descaracterizar” a festa. “Ele está ameaçando a tradição do 2 de Fevereiro que consiste, justamente, na diversidade musical promovida pelos próprios moradores do bairro e produtores culturais que realizam eventos gratuitos, e é bom frisar isso, para a população. Nunca incomodou ninguém, nunca houve insegurança. São feijoadas, oferendas acompanhadas de música e alegria”, afirma.

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Redação NES
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