Anunciado por Bolsonaro, plano de moeda única não tem aval da área econômica

Presidente afirmou que foi dado o primeiro passo para “o sonho” de unificar real e peso

Folhapress

Apresentado pelo presidente Jair Bolsonaro (PSL), o plano de implementar uma moeda única para Brasil e Argentina não está em estudo e não faz parte de nenhuma análise técnica na área econômica no governo. Em encontro com empresários na quinta (6), em Buenos Aires, Bolsonaro e o ministro da Economia, Paulo Guedes, discutiram a ideia.

O tema já teria sido debatido com o ministro da Economia de Mauricio Macri, Nicolás Dujovne. Internamente, no Ministério da Economia, as afirmações sobre a criação da moeda única foram recebidas com cautela e aplicação de uma dose de realidade. Após as afirmações do presidente, o BC (Banco Central) se posicionou rapidamente. Por meio de nota, informou que não tem projetos ou estudos sobre eventual união monetária com a Argentina.

Nesta sexta (7), Bolsonaro afirmou que foi dado o primeiro passo para “o sonho” de unificar real e peso. “Houve um primeiro passo para o sonho de uma moeda única. Como aconteceu com o euro lá atrás, pode acontecer o peso real aqui”, disse o presidente em Buenos Aires.

Bolsonaro disse acreditar que o Brasil tem mais a ganhar do que a perder com a unificação. Para ele, a medida seria uma forma de barrar “aventuras socialistas” no continente. “Uma nova moeda é como um casamento. Você ganha de um lado e perde de outro. Você às vezes quer ver o jogo do Botafogo e não consegue porque sua esposa quer ir ao shopping. Mas, como num casamento, a gente mais ganha do que perde. Temos mais a ganhar do que perder. Com uma moeda única damos uma trava às aventuras socialistas que acontecem em alguns países da América do Sul.”

O presidente acrescentou: “Já falei para vocês que a economia não é meu forte, mas acreditamos no feeling, na bagagem, no conhecimento e no patriotismo do Paulo Guedes”.

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Redação NES
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