Pistola de água é alvo de polêmica no Circuito Mestre Bimba

Já faz um tempinho que a pistola d’agua faz um certo sucesso de adultos e crianças no carnaval de Salvador. No carnaval do Nordeste também, elas estão com tudo. Numa variedade de cores, tamanhos e modelos, elas trazem aquela irreverência tradicional do nosso circuito.

Porém nem tudo são flores. Enquanto para alguns é diversão, para outros é um transtorno. Há quem deteste o tal brinquedo e que seja a favor até de uma proibição. Como é o caso de dona Roseli, 62 anos. “Eu acho uma total falta de respeito você ficar molhando as pessoas que não estão afim da brincadeira”, afirma. A aposentada completa: “Eu acho que você tem que brincar com quem quer brincar, a partir do momento que a pessoa não está afim, tem que ser respeitado o direito dela.” 

Para Yasmin, mãe de uma das crianças que brincava com uma pistolinha, a brincadeira quando feita por crianças deve ser feita com o monitoramento dos pais: ‘É obrigação dos pais monitorar a brincadeira de seus filhos justamente para dar o limite, e não causar desconforto”, afirma. Na opinião dela dar para brincar desde que se tenha o termômetro da brincadeira: “As vezes junta muitas crianças e começam a fazer guerra e elas acabam extrapolando e molhando as pessoas que passam. Porém se estiver sendo monitoradas tem como agente intervir. Para mim dar para brincar sim mais com moderação. Na rua tem espaço pra tudo, desde que cada um não ultrapasse o limite do outro.”

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Pedro Leonardo
Apaixonado por todos os tipos de arte, fanático por futebol, não dispenso o ócio criativo, designer e estudante de comunicação, aspirante de fotógrafo e sobrevivente do sistema!