O que é e como funciona a criptomoeda ou moeda virtual?

Criptomoedas têm se popularizado e valorizado diante de moedas tradicionais, mas ainda representam investimento incerto, segundo especialista.

Bitcoin: o que é e como funciona a moeda digital mais popular do mundo? — Foto: Benoit Tessier/Reuters

Nesta semana postamos uma matéria falando sobre a história do Diego Miranda, que saiu da música para o mercado de criptomoedas. E hoje vamos falar um pouco sobre elas.

Cada vez mais tem se falado dessas palavras sofisticadas, bonitas no papel, mas que carregam um significado bastante abstrato.

O que é Bitcoin e Ethereum?

Bitcoin e Ethereum são as duas moedas virtuais (ou digitais, ou criptomoedas) mais populares de hoje em dia.

O Bitcoin foi criado em 2008 e é a primeira moeda com sucesso a usar criptografia. Essa tecnologia de segurança embaralha os dados para protegê-los e, no caso do Bitcoin, é usada para manter as transações seguras e ocultas, dificultando ou inviabilizando a regulação financeira.

O bitcoin já tem mais de uma década de história, mas só começou a se popularizar nos últimos anos. Por isso, a criptomoeda ainda gera uma série de dúvidas. O Atlas Quantum, sistema que faz operações de compra e venda automáticas com a criptomoeda, esclarece as questões mais frequentes nos sites de busca. Confira as respostas:

1) O que é e como funciona o bitcoin?

O bitcoin é uma moeda digital que nasceu em 2008, em meio a uma crise de credibilidade dos bancos. Ele opera de forma descentralizada, sem controle de entidades ou governos. Apenas uma rede de computadores valida as operações. A segurança da criptomoeda é garantida, entre outros fatores, graças à blockchain. Ela é uma rede de blocos virtual e imutável que funciona como se fosse um grande livro de registros. Sua rede é descentralizada, evitando a ação de hackers sobre apenas um servidor central, o que poderia resultar em brechas de segurança. Além disso, tudo é fortemente criptografado.

2) O que é a mineração de bitcoins?

É o processo de verificação das transações de criptomoedas e o registro delas na blockchain a partir de cálculos matemáticos complexos, feitos em supercomputadores. Cada vez que uma transação de bitcoin é feita, um minerador é responsável por garantir a autenticidade das informações e também atualizar a blockchain com essa transação. Por esse trabalho, o minerador ganha uma fração da criptomoeda.

3) O bitcoin é rastreável?

Sim. Todas as transações são armazenadas na blockchain. Esses dados são públicos – ou seja, qualquer pessoa pode vê-los e descobrir, por exemplo, onde está cada bitcoin e quem é seu proprietário (ou melhor, o número a que ele está associado, já que a identidade do usuário permanece em sigilo). 

4) Quanto vale uma moeda de bitcoin?

O preço do bitcoin varia como o de qualquer outra moeda, como o dólar ou o euro. Um bitcoin já chegou a valer US$ 19.783,06 em 2017, mas o preço caiu nos meses seguintes. Em 2019, começou a passar por um novo processo de valorização. No fim de abril, seu preço girava em torno de US$ 5,4 mil (R$ 21,5 mil). Mas o comprador não precisa ter todo esse dinheiro se estiver interessado em adquirir a criptomoeda. Um bitcoin é fracionado em 100 milhões de satoshis, da mesma forma que cada real vale 100 centavos.

5) Por que o bitcoin varia tanto?

Por ser uma moeda autônoma, sem o controle de bancos ou governos, o bitcoin sofre variações principalmente graças à lei da oferta e da procura. Ou seja: quanto mais interesse a criptomoeda desperta, mais aumenta seu valor. Os especialistas, contudo, veem uma tendência de valorização a longo prazo. Isso porque o código de bitcoin tem um caráter limitado. Ele foi desenvolvido para produzir 21 milhões de unidades. Nos próximos anos, ficará cada vez mais escasso, o que explica esse prognóstico de alta de quem acompanha o mercado de criptomoedas.

6) Bitcoin é uma bolha?

Não. O crescimento acelerado da cotação do bitcoin em 2017 fez com que muitos apontassem a moeda como uma bolha especulativa. Após abruptas desvalorizações, porém, o bitcoin tem se recuperado e voltado a crescer, como vimos em questões anteriores. Formaram-se pequenas bolhas ao longo da história de pouco mais de uma década do bitcoin, algo natural pela empolgação de investidores que compravam só porque outros estavam comprando, mas isso é apenas um indício de sua volatilidade. Como a oferta de bitcoins é limitada, a moeda reergue-se e volta a apresentar alta em suas cotações. 

7) Bitcoin é ilegal no Brasil?

Não. Embora o bitcoin não tenha regulamentação no país, ele pode ser usado normalmente como forma de pagamento ou como opção de investimento. Inclusive, os brasileiros precisam declarar à Receita quando têm a criptomoeda.

8) Como declarar bitcoins no Imposto de Renda?

Basta preencher a ficha “Bens e Direitos” e, dentro dela, escolher a opção “99- Outros bens e direitos”. Se há transações realizadas com bitcoins envolvendo corretoras, é necessário informar o CNPJ ou registro da empresa, assim como é exigido o CPF do vendedor nas operações realizadas entre pessoas físicas. 

9) Onde guardar bitcoin?

Você guarda os bitcoins em uma carteira digital para criptomoedas chamada de wallet. É um dispositivo ou software que cumpre a mesma função de um gerenciador de e-mails: por ali, você envia e recebe a criptomoeda, confere o saldo e faz o armazenamento. A wallet está conectada à blockchain.

10) Como bitcoin vira dinheiro vivo?

Há uma série de maneiras de converter seus bitcoins em reais. Os investidores podem desde fazer compras na moeda virtual até retirar o valor desejado em caixas eletrônicos. Mas o mais comum no Brasil é uma operação de câmbio. Para isso, o usuário precisa acessar sua wallet e transferir a quantia para uma carteira digital na exchange (empresa ou plataforma que comercializa a criptomoeda, como corretoras que vendem dólares, por exemplo) escolhida. Ali, ele cadastra a conta bancária para onde irão os reais. Em seguida, lança a ordem de venda da criptomoeda.

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Redação NES
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