Hamilton relembra racismo sofrido na infância e brinca com título sobre Massa: “Me sinto mal”

Piloto britânico participa do programa Conversa com Bial antes do GP de Interlagos e relembra vários momentos da carreira

Foto: Amanda Perobelli/Reuters

Por GloboEsporte.com

O hexacampeão está entre nós! No Brasil para disputar o GP de Interlagos, Lewis Hamilton participou do programa “Conversa com Bial” e falou, entre outras coisas, sobre a carreira, lembrou o início no kart com a ajuda do pai, o capacete de Ayrton Senna que ganhou como presente e o primeiro dos seis títulos mundiais, em disputa com Felipe Massa.

Na Fórmula 1 desde 2007, Hamilton já é o segundo piloto com mais títulos na história da modalidade, são seis, mas o caminho até chegar ao topo foi longo e árduo. Negro em um esporte de elite que é composto por maioria branca, Hamilton precisou lutar contra o racismo ainda na infância.

“Eu lembro das adversidades que enfrentamos sendo a única família negra na pista. Lembro das coisas que gritavam para nós e ficávamos com a cabeça baixa. Naquele meio, havia racismo e nós nem sempre éramos bem-vindos, mas nós guardávamos para nós e meu pai sempre dizia: ‘Deixe para falar na pista'”, contou o piloto.

Se já são seis títulos no currículo, um deles envolve o Brasil de forma direta. O primeiro. Em 2008, Hamilton disputou a taça com o brasileiro Felipe Massa até a última corrida, que era no Brasil. Em Interlagos, Hamilton precisava da quinta colocação para ser campeão do mundo. Até a última curva, estava na sexta posição, quando ultrapassou Timo Glock e terminou em 5º.

Durante a participação no “Conversa com Bial”, Hamilton assistiu ao depoimento do brasileiro sobre a corrida que decidiu a disputa entre eles.

– Agora eu me sinto mal (risos). Ele é um cara muito legal e representa o Brasil muito bem. Nós tivemos uma belíssima disputa naquele ano. Nosso relacionamento é melhor agora, naturalmente, porque quando você está cabeça-a-cabeça, se enfrentando, a competitividade era intensa – lembrou o atleta.

Há um único piloto com mais taças do que Lewis Hamilton: Michael Schumacher, que encerrou a carreira com sete. Em 2020, o britânico já poderá igualar o feito do alemão, caso conquiste o título, mas afirma que isso não é uma obsessão.

– Meu objetivo nunca foi atingir os títulos do Michael. Eu cresci assistindo o ele e sou um grande fã, mas o meu ídolo era o Ayrton. A minha ideia era igualar ele, chegar a três títulos. Quando eu cheguei pensei: ‘Ok, e agora?’ – revelou o piloto.

Falando em Senna, Hamilton nunca escondeu a admiração pelo ídolo brasileiro. Sempre tratou ele como uma referência e prestou homenagens, o que rendeu um presente ao inglês quando igualou o número de pole positions do brasileiro: um capacete usado por Ayrton durante a carreira. Ao rever a imagem, Hamilton se emocionou.

Lewis Hamilton se emociona com o capacete de Ayrton Senna — Foto: Getty Images

– Eu não tinha visto esse vídeo ainda, mas eu me lembro de estar naquele momento. Só nunca tinha revisto, então eu estou muito emocionado. Eu não tenho nenhum dos meus troféus expostos, mas tenho o capacete – concluiu Hamilton.

A TV Globo transmite ao vivo o GP Brasil no domingo, a partir das 14h10.

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Redação NES
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