Morre taxista que estava internado com coronavírus no Couto Maia

Emanuel é a 11ª vítima fatal da covid-19 na Bahia

(Evandro Veiga/Arquivo CORREIO)

Por Correio24Horas

Morreu na noite desta segunda-feira (6) o taxista Emanuel Tadgue de Almeida, 64 anos. Ele estava internado com coronavírus no Instituto Couto Maia, unidade de referência em doenças infecciosas no estado.

Essa é a 11ª morte por covid-19 confirmada na Bahia. Há ainda outras oito vítimas fatais da doença em Salvador, uma em Utinga e outra em Itapetinga, de uma mulher de 28 anos que tinha dado à luz a apenas uma semana.

O taxista deu entrada na unidade no dia 24 de março e estava em estado grave. De acordo com o irmão do paciente, o taxista aposentado Carlos Antônio Tedgue de Almeida, 67, Emanuel tinha comobidades, como problemas cardíacos e diabetes, além de ser sedentário e não manter boa alimentação.

Há uma semana, familiares chegaram a relatar uma melhora no quadro de Emanuel, que estava respirando por ajuda de aparelhos, mas ele voltou a piorar e não resistiu à doença.

Emanuel deixa esposa, de 36 anos, e um filho, de 18. Ainda não há informações sobre o sepultamento, mas a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determina que, nestes casos, sejam cumpridas algumas regras sanitárias. Qualquer pessoa que morrer em decorrência do coronavírus deve, por exemplo, ser enterrada ou cremada em um caixão fechado e sem aglomeração de pessoas.

No Brasil, a Anvisa determina que as normas sejam seguidas nos hospitais, funerárias e velórios. A obrigatoriedade do corpo ser velado em um caixão lacrado é para evitar contaminações. “Recomenda-se que o caixão seja mantido fechado durante o funeral para evitar contato físico com o corpo”, diz a nota técnica.

Primeiros sintomas
Taxista há mais de 40 anos, Emanuel apresentou quase de tosse por 10 dias. “Estava com coriza e espirrava muito. No dia seguinte, teve tosse seca, corpo mole e febre”, contou Carlos. No dia 22 de março, já com dificuldade para respirar, o taxista foi levado para uma Unidade de Pronto Atendimento no Pau Miúdo, onde ficou internado numa área isolada e respirando com ajuda de aparelhos.

“Os médicos suspeitavam de duas coisas: coronavírus ou H1N1. Então, colheram amostra dele e enviaram para o Couto Maia. Mas ele começou a piorar na manhã de terça. À tarde, ele foi transferido para o Couto Maia mesmo antes do resultado”, explicou o irmão do taxista. O resultado do teste, postivo para covid-19, foi divulgado no dia 26 de março.

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Redação NES
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