Moradora do Nordeste tem celular roubado e vídeo íntimo vazado

Caso serve de exemplo para aqueles que armazenam esse tipo de conteúdo no celular

Quem já mandou uma nudes ou se deixou fotografar ou filmar pelo parceiro durante o ato sexual?  Atualmente, esses hábitos se tornaram bastante comum entre casais. Vale tudo para apimentar a relação! As mais “cabeludas” fantasias acabam sendo captadas pelas câmeras do computador ou do celular.  O que muitos acabam se esquecendo é que uma simples foto ou vídeo enviada pelo whatsapp para o parceiro, pode literalmente “ganhar o mundo”e trazer muita dor de cabeça.

Foi o que aconteceu com Mariana dos Santos*, 16 anos, moradora da Santa Cruz. Durante uma transa com um ficante a jovem resolveu registrar o momento para assistir posteriormente com o parceiro: “A gente estava lá na hora eu peguei o celular e pedi para ele que filmasse para a gente assistir depois. Ele questionou para quê eu estava pedindo aquilo e perguntou se eu estava maluca”. A jovem que costumava tirar fotos íntimas e mandar via mensagem de Whatsapp, ressalta que nunca teve medo de que o conteúdo pudesse vazar: “Tirei algumas vezes, mas não era direto. Mandava para meu ficante. Sempre tivemos uma relação bastante aberta. Ele jamais vazaria essas fotos…”. O que ela nunca pensou é na possibilidade de ser assaltada…

A dor de cabeça da jovem teve início a algumas semanas quando estava  com uma turma de amigos num popular point localizado no final de linha do Nordeste. “Estava dançando… Botei meu celular no capô de um carro onde eu estava. Quando virei o celular tinha sumido. Me lembro que todo mundo que estava perto era conhecido..”, lamenta. O pior estava por vir, e não tardou em acontecer. O desespero veio quando soube, através de uma amiga, menos de 24 horas após ser furtada,  que o vídeo e as fotos estava circulado em grupo de whatsapp. “Na mesma hora liguei para ela e comecei a chorar…Lembrei que tinha feito o vídeo, mas que tinha apagado. Na certa restauraram. Rodou em vários grupos. A primeira coisa que passou pela minha cabeça foi o que o povo vai achar de mim. Meu ficante ficou puto e disse que havia me avisado para não filmar, mas me acolheu e procurou me acalmar. Minha família foi que reagiu muito mal. Várias pessoas me olhando torto na rua…”. No ambiente escolar a jovem encontrou apoio dos colegas: “Quando cheguei na escola e vi a repercussão comecei a chorar… Muitos colegas vieram até a mim dizer que não me preocupasse, que todos fazem sexo e que tudo foi um acidente”. E a lição de tudo isso, a jovem responde: “Espero que minha história sirva de lição para outras garotas. Sou nova, bonita e com um futuro pela frente. Nunca mais irei filmar ou tirar foto, mesmo sabendo que tudo foi “sem querer”. Não irei deixar de sair, nem de curtir o que gosto. Pude ver quem realmente são meus amigos”.

*Nome fictício

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Tiago Queiroz
Graduado em Comunicação/Jornalismo, e exerce as funções de Editor e Coordenador de Jornalismo do Portal NORDESTeuSOU