Feijão do Vale das Pedrinhas faz sucesso aos domingos

Quem nunca acordou no domingo com uma vontade de comer aquele feijão para começar o dia?

Foto Reprodução

Domingo, 6h45 da manhã. Enquanto uns dormem, Ana Patrícia Moreira, 36, já esquentou a feijoada, preparada às 18h de sábado, e está pronta para servi-la. Seu marido Alexsandro Batista Teixeira, 36, está preparado para o pique matinal e habitual dos domingos, e o tio Luiz Augusto Conceição, 50, já abriu o bar.

Às 7h da manhã, enquanto uns continuam na cama, alguns saem da balada, outros se preparam para o baba de mais tarde e outros, como de costume, se levantam e vão para frente de casa. O que essas pessoas têm em comum é o destino: comer a feijoada de Patrícia na Rua Gilberto Maltez, no Vale das Pedrinhas. Se é uma comida forte para o café da manhã, pouco importa.

Esta é a clientela do trio, que tem uma parceria há um ano e três meses. Luiz vende bebidas no ponto que mantém há 30 anos, e o casal serve as comidas em um outro local, ainda ali na mesma rua, mas há 10 metros de distância. Dois espaços, duas cozinhas e um serviço que deve ser ímpar: comer e beber.

?Eu nem posso botar no fogo cedo, se não o pessoal sente logo o cheiro e pede?, diz Patrícia, que, às vezes, tem de convencer os adiantados e esfomeados de que o seu feijão só sai 7h em ponto. Nenhum minuto antes e nem depois. Despachar de currute, como ela diz, vai contra os seus princípios como cozinheira.

E no vai e vem, pra lá e pra cá, Alexsandro vai servindo os fregueses num ritmo frenético, já às 8h. Este é o horário de pico, segundo ele.

Patrícia começa a dar vida ao prato sábado à noite, e conta que se iniciar o preparo antes, os vizinhos sentem o cheiro e pedem um pouco. Mas não adianta bater o queixão, é só no domingo. O prato custa R$ 15 a porção pequena, R$ 25 a porção média e R$ 35 a porção grande, que serve cinco pessoas.

O movimento do negócio, iniciado há apenas um ano e três meses sobe e desce. ?Às vezes procuro até faxina ou algum outro bico quando aqui fica fraco. Eu também faço doces e salgados?, conta ela, mãe de Ana Sophia, de 2 anos, e Kaio, de 13 anos. Mesmo assim, desde que ela e o tio uniram forças para montar a parceria, a clientela cresceu e o lucro de Luiz também.

Bendito: o tempero da evangélica é multiplicador. ?Deus me deu o dom do paladar. Tudo o que eu experimento eu vou multiplicando. Nasci com esse dom de cozinhar, e eu amo!?, conta Patrícia. Ela diz que prova qualquer prato e já sabe como fazer. Muda uma coisa ou outra e melhora a receita. E quando vem os pratos limpos, se orgulha. ?Aí eu vejo que estava bom mesmo. E como vem! É difícil você ver eu jogar comida fora?.

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Publicitário, Ativista Social e Fundador do Portal NORDESTeuSOU.