Globo FM agora é GFM 90,1

Rádio muda de nome, mas mantém o dial e sua programação musical diferenciada

Era para ser um slogan, mas se tornou mantra. Na verdade, o “pra quem gosta de música” é uma missão. “Nossa programação sempre foi e sempre será focada nessa ideia. Fazemos rádio pra quem gosta de música”, explica, logo de cara, o gerente das rádios da Rede Bahia, Luis Moreira. Dito isso, no ano em que completa 30 anos, a Globo FM vai mudar de nome.

A rádio que não deixa o ouvinte perder a classe no trânsito será GFM 90,1 a partir de amanhã e terá nova marca. A mudança faz parte de um processo de modernização da empresa, que não mudará sua programação. “Essa mudança de nome já vinha sendo preparada. Queremos ser modernos sem esquecer nossa história, sem mudar nosso conceito, nossa grade de programação e nosso público”, explica Luis Moreira.

Luis Moreira, gerente das rádios da Rede Bahia (foto: Almiro Lopes)

“Essa mudança de nome já vinha sendo preparada. Queremos ser modernos sem esquecer nossa história, sem mudar nosso conceito, nossa grade de programação e nosso público” (Luis Moreira, gerente de rádios da Rede Bahia)

Nos tempos de redes sociais e streaming, a GFM 90,1 pretende encarar, diz o gerente, mais 30 anos pela frente. Por isso, além do nome, a modernização também vem em forma de equipamentos. Primeiro, com a aquisição de um dos mais modernos transmissores do país, com uma qualidade de som diferenciada. Depois, o novo aplicativo que será lançado no final deste mês. “Também vamos adquirir uma mesa digital de última geração nos próximos meses”, promete Luis.

Essência mantida
No mais, será a mesma programação, os mesmos locutores, o mesmo slogan, as mesmas vinhetas, os mesmos programas, o mesmo jingle e, claro, o mesmo dial. A GFM é líder invicta de audiência há 15 anos entre as classes A e B. “Isso, sem perder um mês sequer”, destaca o coordenador de programação e locutor Antonio Carlos Santos, que tem 40 anos de rádio e entrou na empresa quando ela tinha dez meses de inaugurada.

Nos últimos meses, uma nova conquista da rádio mostrou que as transformações devem se limitar a novos equipamentos e a uma nova cara. Há dois meses, justo no ano em que se tornou trintona, a agora GFM 90,1 passou a liderar o ranking geral de audiência, sendo a rádio mais ouvida entre todos os públicos de Salvador e Região Metropolitana, com mais de 47 mil ouvintes por minuto.

“Para uma rádio segmentada, essa é uma grande conquista. Por isso, vamos manter todos os programas”, confirma Antonio Carlos, um dos responsáveis pela programação. Então, continuam no ar sucessos como Programa das 7, Happy Hour e Toque Brasileiro.

A audiência em todas as classes mostra que jovens ouvintes se juntaram aos mais velhos, como a professora de Biologia aposentada Magaly Moreira, 62, que escuta a 90,1  desde a estreia. Ela diz que educou musicalmente as filhas com a programação da rádio. “Minha história com a rádio começou desde que eu vi a propaganda na TV, então eu já fiquei conectada na rádio desde o dia de estreia. Minhas filhas cresceram escutando a 90,1 comigo”, diz Magaly.

“Para uma rádio segmentada, essa é uma grande conquista. Por isso, vamos manter todos os programas” (Antonio Carlos Santos, coordenador de programação e locutor, sobre a liderança da GFM)

O depoimento dela é uma prova de que os aplicativos de música, assim como outras tecnologias, não são capazes de derrubar o rádio. “Lógico que eu tenho pendrive e Spotify, mas não largo a Globo. Tenho rádio na casa toda. Gosto mais de rádio que de TV. Prefiro ouvir música porque não impede de fazer outras coisas como arrumar a casa, cozinhar. A vida sem música seria insuportável”.

Digital x analógico
O próprio gerente Luis Moreira enxerga as novas tecnologias como aliadas não só da GFM como de todas as rádios. “É um círculo virtuoso. O digital veio para retroalimentar as rádios. Tanto que nunca tivemos uma programação tão azeitada. Da mesma forma, o Spotify toca muito o que tá no rádio. Mas nosso diferencial é a surpesa. A pessoa nunca sabe qual a música seguinte”, observa. “Antigamente, a nossa referência de programação era a rua. Agora é o digital e a rua”.

“Descubro músicas novas ou antigas, sem aquele ‘filtro bolha’ que fica no YouTube ou em outras redes sociais em muitos casos” (Fábio Barros, ouvinte da 90,1)

De fato, os ouvintes buscam as mais variadas plataformas. Por isso, a 90,1 está apostando no novo aplicativo e na web. O frentista  Fábio Barros, 29, é um exemplo de ouvinte que conheceu a GFM no rádio, mas agora ouve mais música na internet. E não é o Spotify. É a 90,1 mesmo. “Hoje, ouço muito pelo computador. O bacana é que temos essas possibilidades. Descubro músicas novas ou antigas, sem aquele ‘filtro bolha’ que fica no YouTube ou em outras redes sociais em muitos casos”, compara.

“Não é à toa que somos líderes também na web”, afirma Fabio Cota, único da equipe de locutores que inaugurou a rádio, em 1988. “Saí no ano seguinte e voltei em 2009. É uma satisfação participar dessas três fases. A inaugural, 30 anos atrás, a fase recente que assumiu a liderança em todos os públicos, e agora com a GFM. Teremos um novo nome com a mesma qualidade”, garante Cota.

*colaboraram Kelven Figueiredo e Vanessa Brunt, sob supervisão de Roberto Midlej

Fonte: Correio24horas

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Redação NES
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