[Finados] Como você encara a morte?

Com a aproximação do dia dos finados, conheça uma forma diferente em que esse assunto é tratado. Aprenda um pouco sobre a cultura do povo que comemora a morte

Uma pesquisa realizada pelo Sindicato dos Cemitérios e Crematórios Particulares do Brasil (Sincep) revelou que o Brasileiro não gosta de falar sobre morte e muito menos sobre o preparo para a partida. O falecimento é um assunto bastante delicado para as pessoas e apesar de ser uma das poucas certezas da vida, muitos preferem evitar esse tema. Mas enquanto para uns a dor da morte é tratada com tristeza e lamentações, em diferentes lugares do mundo. Distintos povos tratam a morte com outro ponto de vista. É isso mesmo, a morte é festejada e comemorada com farra e rituais alegres.

De 31 de outubro a 2 de novembro (Dia dos finados no Brasil), o povo mexicano vai as ruas do país, comemorar com bastante euforia, espirito festivo e muita música. Para eles, durante esse período os mortos recebem uma permissão divina para visitar os parentes e amigos na terra. E por esse motivo, as pessoas arrumam as suas casas com incensos, velas e flores. Além do preparo de diversas comidas, principalmente as comidas preferidas dos que já foram. É de grande importância também, estar caracterizado com roupas de esqueleto, caveira e estar pintado.

Mas a dúvida que não quer calar é, no Nordeste de Amaralina como as pessoas vivenciam essa data?  E o NORDESTeuSOU mais uma vez foi para as ruas da nossa comunidade, procurar saber como os moradores encaram a temida morte, pois apesar de não termos a cultura de festejar o fim da vida, identificamos que uma boa parte das pessoas aproveitam essa data para frequentar praias, parques e ambientes de lazer. Já outros costumam ir visitar as lápides dos que já foram, e passam o feriado no cemitério. “A gente tem que fazer pela pessoa, enquanto está viva. Depois que morre, para mim, já foi, não adianta mais”, disse Dona Lourdes, 68 anos, moradora da Santa Cruz.

A cada dia que passa, a festa tem se estendido para outras regiões do mundo através das comunidades estudantis mexicanas que migram e espalham a cultura. E essa comemoração é bastante antiga, ela já ocorria antes da chegada dos Espanhóis à América, há mais de 500 anos atrás.

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Gilberto Junior
Graduado em Administração de Empresas, e colaborador do Jornalismo NES.