Em estreia de ‘Marighella’, Wagner Moura exibe placa de Marielle Franco

"Nosso filme é maior que Bolsonaro", diz ator sobre obra que retrata a vida do guerrilheiro baiano, um dos líderes da luta armada contra a Ditadura Militar de 64

Foto: Reprodução/Twitter

Presente em Berlim para a exibição de “Marighella”, seu primeiro filme como diretor, Wagner Moura causou comoção ao exibir uma placa com o nome da vereadora assassinada no Rio de Janeiro em 2018, Marielle Franco, ao subir no tapete vermelho. Mesmo sem competir ao Urso de Ouro, o longa foi aplaudido de pé em sua sessão oficial no festival.

Outra atitude que repercutiu nas redes sociais foi o discurso do ator baiano durante entrevista coletiva, onde afirmou que o filme “é maior que Bolsonaro”:

“Nosso filme é maior que Bolsonaro. Não uma resposta a ele, mas obviamente é um dos primeiros produtos culturais da arte que está em contraste com o grupo que está no poder”.

Wagner ressalta que, apesar de contar a historia do guerrilheiro Carlos Marighella, um dos líderes da luta armada contra a Ditadura Militar implantada no Brasil em 1964, o filme não sugere às pessoas “pegar em arma”.

“Não estamos sugerindo que as pessoas peguem em armas, ou que a luta armada é a melhor maneira de lutar contra um regime ditatorial. mas também não estamos julgando a decisão daqueles que acreditavam que essa era a melhor coisa a ser feita”, justificou.

O ator Humberto Carrão, que também faz parte do elenco de “Marighella” ao lado de nomes como Seu Jorge e Bruno Gagliasso, falou que independente da afinidade política, é necessário que a “História” do país seja retratada e discutida:

“Tem gente que ama o Marighella no Brasil, tem gente que odeia, mas eu acho que grande parte dos brasileiros não sabem quem é Marighella. Isso não é por acaso: é um projeto muito antigo e muito bem-sucedido no país de não discutir a sua história”.

Cena do Filme

Marighella narra a vida do guerrilheiro baiano Carlos Marighella entre 1964 e 1969, quando ele morreu em uma emboscada por policiais. O personagem por si só é polêmico por ser lembrado tanto como um símbolo da resistência à ditadura, quanto um terrorista que pegou em armas neste período.

O elenco conta com Seu Jorge, Adriana Esteves, Humberto Carrão eBruno Gagliasso.

Outros títulos nacionais também vão marcar presença no Festival de Berlim. Na mostra Panorama, será exibido o documentário Estou me guardando para quando o carnaval chegar e o longa de Amando Praça, Greta.

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Redação NES
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