Favelas do Rio somam mais mortes por Covid-19 do que 15 estados do Brasil

Foram 174 óbitos, segundo levantamento do Voz das Comunidades. Em todo o RJ, mortes confirmadas em 2 dias (terça e quarta) superam assassinatos em qualquer mês de 2020. Pacientes diagnosticados com o vírus encheriam estádios de futebol.

As 174 mortes por coronavírus de moradores de favelas da cidade do Rio, segundo dados reunidos pelo portal Voz das Comunidades até quarta-feira (20), ultrapassavam o número de óbitos por Covid-19 de 15 estados brasileiros registrados até aquela mesma data.

O Estado do RJ é o segundo da federação com mais mortes, num total de 3.237, de acordo com a Secretaria Estadual de Saúde (SES), atrás apenas de São Paulo.

Estados com menos mortes do que favelas do Rio

EstadosMortes
MS17
MT32
TO42
RR64
SE69
DF77
AC76
GO78
PI87
RO90
SC94
PR137
AP142
RS161
RN170
Favelas do Rio172
Fonte: Ministério da Saúde e Voz das Comunidades

No total, 13 comunidades da capital fluminense registraram mortes por Covid-19. A Rocinha, com 46, e o Complexo da Maré, com 23, têm as piores situações.

A Prefeitura do Rio não registra mortes por favelas, apenas por bairros. Por conta disso, o Voz das Comunidades passou a reunir os casos.

O jornal comunitário tem como fontes de informações dados da própria prefeitura, do governo estadual e várias unidades de saúde que atendem moradores de grandes comunidades do Rio, como a Clínica da Família Zilda Arns, Clínica da Família Pavão-Pavãozinho e Cantagalo, Centro de Saúde Escola Germano Sinval Faria – ENSP, Clínica da família Victor Valla, Clínica da Família Maria do Socorro Silva e Souza, Clínica da Família Rinaldo De Lamare, Cms Dr Albert Sabin e Comitê SOS Providência.

Mortes por coronavírus em favelas do Rio

ComunidadeMortes
Rocinha47
Maré23
Manguinhos13
Jacaré12
Cidade de Deus14
Alemão14
Mangueira7
Providência10
Acari6
Vidigal3
Vila Kenedy9
Jacarezinho7
Pavão-Pavãozinho / Cantagalo9

Fonte: Voz das Comunidades

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Voz das Comunidades
No ano de 2005, época em que a mídia tradicional nem se quer mencionava o que existe de bom nas favelas e os verdadeiros problemas sociais que os moradores enfrentam no dia-a-dia, foi quando um menino de 11 anos de idade, aluno de uma escola municipal, decidiu criar um jornal pra comunidade do Morro do Adeus, uma das 13 que formam o Conjunto de Favelas do Alemão, pra mostrar tudo o que acontecia na sua comunidade.