Defensoria Pública ouve moradores após relatos de ação policial truculenta

“O papel da defensoria é averiguar toda a situação e conversar através do nosso Defensor Público Geral do Estado, Cleriston Cavalcante de Macêdo, com o Secretário de Segurança Pública.”

Dando continuidade as visitas itinerantes aos bairros que recebem programação do carnaval, nesta terça-feira (13), a Defensoria Pública esteve presente no Circuito Mestre Bimba – Nordeste de Amaralina, para ouvir demanda da população referentes a festa momesca.

“Viemos para saber como está o carnaval, quais são as necessidades da comunidade, e especialmente, a coordenação nos enviou para saber sobre atendimento de saúde. Conversar com os ambulantes, suas principais necessidades e com estão as vendas”, afirma Xênia, Defensora Pública do Estado da Bahia.

Ao ser questionada sobre qual seria o papel da Defensoria Pública perante os relatos da PM ter agido de forma truculenta, a Defensora afirmou que tudo será repassado para os superiores. “O papel da Defensoria é averiguar toda a situação e conversar através do nosso Defensor Público Geral do Estado, Cleriston Cavalcante de Macêdo, com o Secretário de Segurança Pública. Estão sendo realizadas várias reuniões com Instituições do carnaval e vai ser passado esse fato aos Coordenadores e juntamente com os Secretários vamos tentar dar uma solução pra essa situação”.

Declara também que é necessário ouvir ambos os lados. “Vai ter o outro lado também, né? Vocês estão relatando o fato de vocês, então vamos apresentar as queixas de vocês. Mas primeiro o Defensor Geral conversará com o Secretário de Segurança Pública, com as autoridades necessárias para resolver essa questão, e assim ouvir os dois lados, para daí tentar por uma solução. Porque a necessidade é de paz, de tranquilidade no carnaval e nos demais dias do ano”.

Segundo Xênia, as pessoas sempre falam do Complexo do Nordeste de Amaralina tendo a violência como referência, mas o que ela percebeu foi um bairro tranquilo. “Aqui é muito mais tranquilo que a Barra e Ondina. Aqui eu estava com meu celular, tirei foto a vontade, ninguém mexe com as pessoas, dar para perceber que curtir o carnaval na comunidade é tranquilo. Na barra até na televisão fala para não leve o celular”.

Referente a falta de Unidade de Saúde especifica para os dias de Carnaval, a Defensora afirma que está reclamação será direcionada aos seus superiores juntamente com os relatos de violência policial para que haja uma solução e a comunidade não se sinta mais prejudicada.

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