Cantora baiana denuncia racismo e se recusa a retirar turbante em cadastramento biométrico

Em rede social, cantora relatou que funcionário do TRE disse que estava cumprindo a lei

Foto: reprodução/Instagram

A cantora baiana Juliana Ribeiro usou as redes sociais, nesta segunda-feira (24), para denunciar que teria sofrido racismo enquanto realizava o recadastramento biométrico no Tribunal Regional Eleitoral (TRE), em Salvador.

Segundo o relato da artista, ela entrou na sala e um funcionário pediu que ela retirasse o torço da cabeça.

“Pensei comigo: ‘De novo esta história de racismo institucional disfarçado de lei?’. Respirei fundo, sorri sarcasticamente, é claro, e respondi sorrindo: ‘Não, não posso’”, relatou.

Segundo ela, duas funcionárias a reconheceram, quando ela pediu ao funcionário que lhe mostrasse a lei que determina que o turbante seja retirado, e disseram que ela não precisava se despir do adereço.

“Saí de lá fina, dando tchauzinho para as funcionárias e deixei ele e o racismo dele colocados no devido lugar”, disse a cantora, através de relato no Instagram.

 

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Redação NES
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