Câmara deve avaliar uso de armas não-letais por agentes de trânsito semana que vem

Somente este ano, 15 agentes da Transalvador foram agredidos durante o trabalho

Agentes de trânsito foram à Câmara Municipal nesta quarta para pedir celeridade em votação (Foto: Mauro Akin Nassor/CORREIO)

O Projeto de Lei nº 368/15, que prevê o uso de armas não-letais por agentes de trânsito em Salvador, deve ser pautado pela Câmara de Vereadores na próxima semana. É o que espera o presidente da Casa, vereador Léo Prates (DEM), e os agentes de trânsito que atuam nas ruas.

Após reunião com integrantes da Associação dos Servidores Transporte e Trânsito do Município (Astram), ocorrida nesta quarta-feira (2), em frente à Câmara Municipal, Prates explicou que apoia o projeto. Porém, ele explica que para isso acontecer é necessário que as lideranças partidárias cheguem a um acordo.

O vereador do Democratas contou que o projeto de lei já sofreu uma alteração em relação à permissão do uso de arma letal pelos agentes de trânsito. Agora, ele sugere que o superintendente da Transalvador, Fabrizzio Muller, estabeleça uma hierarquização para a utilização das armas não-letais, levando em conta o cargo do agente na corporação.

Para o presidente da Astram, André Camilo, este é o momento certo para o projeto ser discutido. De acordo com a associação, 15 servidores da Transalvador foram agredidos durante o trabalho somente este ano. A última agressão ocorreu um dia antes do início da campanha do Maio Amarelo, que é um movimento pela redução dos acidentes no trânsito.

“O agente de trânsito sem nenhum material fica vulnerável, e o condutor vai pensar duas vezes depois disso. Até o perfil de quem apanha é de idosos, obesos… Então, ele sabe que vai bater e não vai ter como se defender”, afirma Camilo.

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Redação NES
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