Brasileiros do Estado Islâmico planejaram ataque no carnaval de Salvador: “teria mais pessoas”

A denúncia do MPF contra o grupo foi aceita pela Justiça Federal de Goiás no final do mês de abril.

O carnaval da capital baiana esteva na rota de brasileiros que integravam o Estado Islâmico no país. Reportagem divulgada pelo jornal O Estado de S. Paulo nesta quinta-feira (17) mostra que 11 brasileiros são investigados pelo Ministério Público Federal (MPF) por planejarem um atentado terrorista no país.

Na Bahia, as investigações estão no encalço de Matheus Pinaffo em Itamaraju, no sul baiano, e um jovem de 22 anos de iniciais A. A. S. em Candeias, na Região Metropolitana de Salvador, que teria distúrbios psicológicos. O histórico do jovem mostra que ele passava por um tratamento com antidepressivos em 2017, quando foi preso, e teve seu interrogatório com a polícia interrompido após dar “declarações desconexas que evidenciam confusão mental”. De acordo com o diário paulista, ele frequentava o Centro de Atenção Psicossocial de Candeias.

Um diálogo entre os réus Jonatan da Silva Barbosa e Brian Alvarado, um peruano que não está entre os acusados, mostra os detalhes do plano de ataque no carnaval. Na conversa encontrada em um celular, Brian sugere uma ação no Rio inspirada no ataque à Ponte de Londres, em 2017, quando três terroristas do EI atropelaram e esfaquearam pedestres na capital britânica, matando 8 pessoas e ferindo 48. Jonatan, por sua vez, defende que o ataque aconteça em Salvador: “teria mais pessoas”.

As investigações mostraram que havia dois grupos de WhatsApp, um denominados “Estado do Califado no Brasil” e “Revolucionários Islâmicos”. Em cada um deles, segundo o MPF, havia mais de quatro denunciados que mantinham contato entre si.

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Redação NES
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