Adryelhe Peixoto – Conheça a história da miss Brasil moradora do Nordeste de Amaralina

Um sonho comum entre muitas meninas, independente da classe social: se tornar modelo profissional e frequentar o glamoroso mundo da moda. Com a jovem moradora do Nordeste de Amaralina, Adryelle Bispo Peixoto, de 18 anos, não foi diferente. Nascida e criada no Nordeste de Amaralina Adryelle é mais um exemplo daqueles que teimam em desafiar as estatísticas e procuram fazer a diferença.

Sua infância foi tranquila. Brincava pelas ruas do bairro. “Fui uma criança normal. Já sonhava em ser modelo”, lembra. Aos 14 anos, o sonho de infância começou a se materializar. Adryelle e a irmã, resolveram procurar uma agência de modelos. “Procurei uma agência de modelo e fui me inscrever. Eu tinha 14 anos. Chegando lá tirei umas fotos e no outro dia já teria uma seletiva para o concurso Beleza Black. Resolvi me inscrever. Fui na seletiva, passei e ganhei o concurso”, conta a miss. Daí não parou mais: Ainda em 2014 ganhou seu primeiro concurso “Beleza Black juvenil”. “Fiz alguns comerciais e resolvi deixei a carreira um pouco de lado para me dedicar aos estudos. Assim que terminei meus estudos voltei para o mundo da moda de novo. Tudo o que aparecia eu queria estar. Recebi alguns não, esfriei um pouco, mas nunca desisti Me inscrevi no Garota BCS e desde dezembro do ano passado eu ganho faixas”.

Apesar do sucesso nas passarelas, Adryelle ressalta que não foi fácil sair da “favela” e conquistar o mundo da moda: “Ser modelo não é fácil. Quem é modelo sabe das dificuldades…Um jogador de futebol da favela acha empresários para comprar uma chuteira, uma meia… A vida de modelo que vem da favela é pedir salto emprestado a tia porque não tem. É pedir biquíni todo preto a amiga porque não tem. A gente não acha um empresário para dar 800 reais em um workshop ou 1200 em um book. Eu agradeço a minha mãe e minha irmã por sempre fazerem seus corres para comprar um salto, um maiô, um look todo preto e fazerem tudo isso acontecer”. Questionada se já sofreu algum tipo de preconceito por ser negra e oriunda de um bairro estigmatizado pela mídia, a musa respondeu: “Em alguns dos concursos que participei acho que não colocavam fé em mim por eu ser negra. Sempre a candidata branca ou loira poderiam levar, menos eu. Me viam como uma forte concorrente, mas pelo meu desempenho na passarela, mas não acreditavam em minha beleza”.

Apaixonada pelo bairro onde cresceu e que vive até hoje, a modelo se declara: “Eu amo o meu bairro e por onde eu vou eu falo que eu sou do Nordeste de Amaralina. Quando disputei o Garota BCS e ganhei a galera me abraçou muito! Meus amigos, vizinhos, foi a mesma festa. Adoro o carnaval aqui do bairro, inclusive me chamaram para ser musa de um bloco, o La Previllege. Vou fazer de tudo para que pelo menos um dia eu esteja curtindo aqui com meus amigos”. Que a sua beleza e simplicidade continuem te guiando nessa trilha de sucesso. Parabéns, garota!

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Tiago Queiroz
Graduado em Comunicação/Jornalismo, e exerce as funções de Editor e Coordenador de Jornalismo do Portal NORDESTeuSOU