Adeus, cartela de papel: Zona Azul em Salvador vai ser pelo celular

A previsão é que a mudança aconteça ainda este semestre

(A cartela de papel está com os dias contados (Foto: Marina Silva/CORREIO))

Até o fim desse semestre, a cartela da Zona Azul será digital em Salvador – ela será vendida por aplicativos para smartphone. A novidade vai ser seguida de um período de doze meses de adaptação e, depois, será o fim da era das cartelas de papel. Ao final de um ano, só serão vendidas cartelas digitais.

Por isso, daqui para o fim de maio, a Transalvador vai publicar um chamamento público para as empresas que se interessarem em homologar seus aplicativos para a comercialização da cartela. Segundo o superintendente da Transalvador, Fabrizzio Muller, a ideia é sanar justamente problemas como o de seu Heloísio – que nem sempre encontra o guardador – ou de evitar que isso seja usado como justificativa por quem não paga.

Atualmente, existem 11.359 vagas de Zona Azul em toda a cidade, mas a Transalvador tem previsão de criar outras 500 vagas até o final do semestre. Só no ano passado, foram 14.596 notificações por estacionamento irregular em áreas de Zona Azul – seja porque os motoristas não tinham cartela ou porque estavam com a cartela vencida.

Como vai funcionar
Foram três anos de estudo: servidores do órgão de trânsito procuram soluções em cidades nacionais e internacionais, a exemplo daquelas que usavam parquímetros. Chegaram aos aplicativos porque, na avaliação da administração municipal, seria uma escolha mais funcional e que não traria custos para a prefeitura.

Além disso, haverá uma economia de até R$ 147 mil – custo da impressão das cartelas no ano passado – aos cofres municipais. “E também elimina um problema que temos encontrado que é a falsificação da cartela”.

O aplicativo, na verdade, não será da prefeitura, mas das empresas desenvolvedoras. Pelo chamamento – que deve ficar até 30 dias aberto, após a publicação no Diário Oficial do Município – mais de uma empresa poderá ser selecionada. Cidades como São Paulo (SP), que já contam com a Zona Azul digital, com frequência têm bem mais do que isso – a capital paulista, especificamente, conta com 14 aplicativos.

Os diferentes apps serão válidos em todas as áreas da cidade. “Serão escolhidas aquelas que atenderem todos as especificações, que não dá para dizer quais são porque é parte do documento que todas saibam dos critérios ao mesmo tempo”.

Guardadores continuam 
A figura do guardador sindicalizado, contudo, não deve desaparecer das áreas de Zona Azul. Hoje, eles são cerca de 800. A diferença vai ser mesmo na forma como as coisas vão funcionar: atualmente, o Sindicato dos Guardadores de Veículos (Sindguarda) compra as cartelas e revende para os usuários. Do valor, 40% fica para a entidade.

Durante os 12 meses de adaptação, contados a partir da data que o primeiro aplicativo começar a funcionar, as cartelas de papel ainda serão disponibilizadas. Esse também será o prazo que a Transalvador dará ao sindicato para que a entidade desenvolva alguma alternativa tecnológica para a venda da cartela virtual.

Fonte: Correio24Horas

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Redação NES
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