Sábado tem Palhaços do Rio Vermelho na rua

Manifestações populares vindas de cidades do interior da Bahia vão participar do desfile

(Foto: Ulisses Dumas / Divulgação)

Uma forma livre de brincar o pré-carnaval através da alegria simbólica do palhaço. É isso que o Movimento Cultural Palhaços do Rio Vermelho vai levar para as ruas no dia 16 de fevereiro (sábado), com concentração às 17h, na Quadra Esportiva na Rua da Paciência e saída às 19h.

Resgatando a fantasia, os desfiles das marchinhas dos antigos carnavais principalmente o Bando Anunciador do Carnaval, que existia no Rio Vermelho na década de 50/60, a manifestação compõe a diversidade e a preservação do bairro no verdadeiro pré-carnaval de cunho popular.

Para o desfile de 2019, os Palhaços vão intensificar ainda mais a sua atuação, ampliando as intervenções artístico-cultural no bairro.

O Movimento vai aproximar várias linguagens artísticas como artes plásticas, circenses e teatrais, através de ações que vão transformar o Rio Vermelho em um grande picadeiro cultural.

“A expectativa é bem grande, ano passado foi um público que a gente não imaginava e sempre vem aumentando. Um público que vem fantasiado, com grupos de amigos e família, é sempre prazeroso.

O nosso objetivo sempre foi isso, é uma retomada desse carnaval do povo para o povo, sem amarras, sem cordas”, explica Ruy Santana, um dos fundadores do movimento.

Para Bruno Leal, produtor do projeto, o desfile deixou de ser alegórico. “Trata-se da manutenção das principais manifestações folclóricas e culturais de todo o estado da Bahia.

Aos poucos nos tornamos visibilidade para que o interior seja percebido pela população da capital e dos turistas que por aqui estão. Próximo passo é fixarmos o dia do nosso desfile no calendário anual das festas populares do município e do estado. É irreversível!”, concluí.

Com um considerável público desfilando pelas ruas do bairro do Rio Vermelho, gratuito, sem cordas, muita fantasia e participação da comunidade do bairro, com a presença de crianças, jovens, adultos e idosos, turistas, artistas e baianos de todas as partes.

O desfile dos Palhaços do Rio Vermelho é um tributo à diversidade, à paz e à alegria.

A concentração será às 17h, na Quadra Esportiva na Rua da Paciência, com maquiadores, pernas de pau, malabaristas, palhaços, baianas, grupos folclóricos e culturais que animam a população do bairro para o cortejo, que seguirá até a Rua Fonte do Boi, acompanhado pela Banda Marmelada, Grupo Folclórico Zambiapunga de Taperoá, Os Enlatados de Madre de Deus (Bloco da Latinha), Ala das Baianas, Bagunçaço dos Alagados, As Xicas, Pau de Fita (da Cia de Danças e Folguedos da Boca do Rio), Grupo Siribeira do Sítio do Conde, Trupes de Palhaços, SSA – Som Soteropolitano Ambulante, entre outras manifestações. As alas serão identificadas com estandartes. O desfile sai às 19h em direção as Ruas Odilon Gomes e Guedes Cabral, finalizando na Fonte do Boi.

Homenageados

Nelson Pretto

Professor Titular da Faculdade de Educação da UFBA. Ativista e militante pela ciência aberta e pelas tecnologias livres. É o responsável pela concepção do projeto de inclusão sociodigital denominado “Tabuleiros Digitais”. É um educador Master.

Anna Penido

Jornalista formada pela UFBA, baiana, radicada em São Paulo, Diretora do Inspirare, coordenou o projeto Bairro-Escola Rio Vermelho (uma articulação comunitária em prol do desenvolvimento integral de crianças, adolescentes e jovens por meio das oportunidades educativas do bairro).

Ela defende que a educação seja um processo democrático que estimule a ampliação de visão de mundo, a solidariedade o espírito comunitário, sem esquecer a importância da apropriação da tecnologia. Anna é uma jornalista que se apaixonou pela educação.

Reisado

Pelos Palhaços do Rio Vermelho já passaram grandes artistas representando reis e rainhas, como a Baiana Claudinha do Acarajé (filha de Dinha do Acarajé), Carla Visi, Gerônimo Santana, Márcio Mello, Lazzo Matumbi, Sylvia Patrícia, Magary Lord, Armandinho Macedo, Marcia Castro, Marcia Short e Andrezão Simões. Esse ano os representantes da realeza são:

Jau

“Sou filho da Bahia, do Nordeste, sobrinho de Caetano Veloso e Gilberto Gil, também sou neto de Caymmi e uma cria do Olodum no mundo musical” afirma Jauperi Lázaro dos Santos, ou melhor, JAÚ como é conhecido pelos fãs, por toda a Bahia e porque não dizer o Brasil. É considerado pela mídia como Neotropicalista, e ele diz gostar desse rótulo, afinal seu trabalho apresenta uma estética, uma leitura musical é uma banda composta por músicos bons.

Rosa Villas-Boas

Produtora Cultural ama o Rio Vermelho. Mora, trabalha e se diverte no bairro boêmio. Aí de quem a convidar para sair que não seja no Rio Vermelho. Faz de tudo que acontece no bairro: reivindicação, diversão, vaquinhas, brigas e apaziguamentos. 

Toma conta da noite do bairro no Teatro e Varanda do SESI Rio Vermelho com espetáculos e shows de qualidade escolhidos a dedo, divulgando para o mundo os nossos grandes talentos.


Camisas Colaborativas

Os Palhaços do Rio Vermelho têm a tradição de lançar, anualmente, uma camisa promocional que são vendidas para a renda ser revertida para o desfile (cobrir os custos). Cada ano um artista plástico é convidado para ilustrar a camisa. Artistas como Bel Borba, Cau Gomez, Ruy Santana e Ray Vianna já assinaram as criações. Em 2019 foi a vez de Guache Marques. As camisas são vendidas por R$ 40,00 cada e estão disponíveis até o dia do desfile no Boteco do França e no Bar do Bahia na rua do Canal.

Documentário

VIVA OS PALHAÇOS, vai mostrar o surgimento, o crescimento e a consolidação da entidade carnavalesca como uma nova e consistente tradição do bairro do Rio Vermelho. De forma clara, bonita e empolgante vai abordar a trajetória da organização, através de depoimentos dos fundadores, produtores, colaboradores, homenageados, patrocinadores e foliões.

A linha de abordagem vai resgatar a história das manifestações carnavalescas do tradicional bairro, através da valorização de pesquisas e depoimentos memoriais com personagens detentores deste saber. Assim como agrega e dá espaço para várias manifestações de cultura popular do estado.

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Redação NES
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