Reunião, tirou as duvidas dos ambulantes do Carnaval do Nordeste

Foi realizado na noite de ontem (07) no Centro Social Urbano (CSU) a primeira reunião com os ambulantes que pretendem trabalhar no carnaval 2019 no Circuito Mestre Bimba. Estiveram presentes dezenas de comerciantes. O encontro teve como objetivo discutir os assuntos relacionados ao carnaval 2019, os direitos e deveres dos ambulantes. O encontro foi promovido pelo núcleo social do Nordesteusou.

Gilvan Bispo, membro da organização do carnaval, pontuou que o objetivo geral da reunião é conscientizar os ambulantes. “O carnaval já está na porta. Precisávamos desse contato com os nossos ambulantes. Falar sobre os seus direitos, os seus deveres e ouvir deles às suas dificuldades para que juntos a gente possa fazer um carnaval ainda melhor.  A prefeitura ajuda na parte que cabe a ela, mas ainda é muito pouco para o nosso carnaval. Tem bloco que está saindo na misericórdia porque não tem apoio”, explica.

Gilbert Santana Bruno, 36 anos, Nordeste de Amaralina, trabalha no carnaval do Nordeste há cinco anos. O ambulante lembra que a idéia de trabalhar no carnaval surgiu através de uma brincadeira. “Botei minha caixa de isopor para comer água com os amigos e as pessoas foram chegando e perguntando se era para vender. Daí então todos os anos eu coloco barraca. Dá para tirar uma grana”. Gilbert explica que o dinheiro ganho durante a folia ajuda, sobretudo, nas despesas escolares dos filhos: “Janeiro e fevereiro a gente sempre toma um tombo com colégio de filho. Trabalho para tirar essa grana. Sobre os principais problemas enfrentados pelos comerciantes no circuito Mestre Bimba, ele explica:  “A principal dificuldade é a polícia em si que não deixa a gente trabalhar. Tudo para eles não pode. A iluminação aqui tem que melhorar também”.

Assim como Gilbert,  Tatiane dos Santos, 34 anos, moradora do Areal, vê nos festejos de momo uma oportunidade de incrementar a renda da família. Tatiane já trabalha no carnaval, desde os primórdios do circuito Mestre Bimba: “Já vendo no carnaval do Nordeste há nove anos. Ainda não existia trio. Era mais o pessoal fazendo batuque, o arrastão. Sempre fui vendedora ambulante, trabalhava na praia de Amaralina. Comecei a vender no carro de mão indo atrás do pessoal batendo tambor”. Mãe de dois filhos, a ambulante comercializa cerveja, refrigerante, churrasco, cerveja e purê de aipim . “Esse ano pretendo dar uma melhorada no cardápio para ver se vende mais. O objetivo é ganhar uma renda extra. Um dinheiro para eu pagar minha luz, água, escola de meus filhos…”, conta a vendedora que ganha a vida vendendo biquínis, sungas e maiôs. Em 2016, Tatiane e o marido, conseguiram comprar um carro com o dinheiro ganho durante o carnaval. “ Esse ano vai dar bom na fé de Jesus”, profetiza.

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Tiago Queiroz
Graduado em Comunicação/Jornalismo, e exerce as funções de Editor e Coordenador de Jornalismo do Portal NORDESTeuSOU